Moradores do conjunto Vivi Xavier (zona norte) não sabem mais o que fazer para evitar que jovens e crianças subam em uma caixa d’água da Sanepar. Com cerca de 15 metros de altura, a caixa abastece a parte alta do conjunto e a escada baixa facilita o acesso ao seu topo. Com medo de uma tragédia, os vizinhos chamam frequentemente a polícia, mas dizem que, da torre, os rapazes vêem a chegada das viaturas e se escondem.
‘‘A Sanepar precisa encontrar uma solução para evitar que esses jovens continuem invadindo a área e subindo na caixa d’água. Uma hora ou outra um deles vai acabar despencando lá de cima.’’ A preocupação é da dona-de-casa Maria Aparecida da Silva, 73 anos. A casa onde mora com a filha fica ao lado do terreno da Sanepar onde está o reservatório. ‘‘À noite eles vêm carregando garrafas de bebida, sobem pela escada e ficam lá em cima fazendo baderna.’’
A comerciária Vera Lúcia Pádoa, 35 anos, também é vizinha da caixa d’água e diz que já tentou de tudo para desestimular a garotada. ‘‘Tentei conversar e explicar o risco que eles correm. Mas não adiantou nada. Só ouvi grosserias.’’ Agora ela diz que aciona a polícia sempre que percebe a chegada dos rapazes. ‘‘O problema é que nem a polícia, nem a Sanepar estão dando importância.’’
O gerente metropolitano da Sanepar de Londrina, Paulo Kishima, garante que a empresa não recebeu nenhuma reclamação oficial dos moradores. Mas conta que a Sanepar vem enfrentando sérios problemas para evitar a invasão daquela área. ‘‘Colocamos cadeados novos, mas toda vez eles conseguem abrir.’’
Kishima informou ainda que já decidiu tirar uma escada do local, para dificultar o acesso aos primeiros degraus do reservatório. A decisão, enfatiza, vai dificultar também o trabalho de manutenção pela Sanepar. Mas Kishima diz esperar que a medida ajude a evitar acidentes.

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