Da Redação
As pessoas citadas no depoimento dado pelo funcionário Edson Alves da Cruz à Polícia Federal negam as acusações. O ex-diretor administrativo-financeiro da Comurb, Eduardo Alonso, disse que Cruz está equivocado em suas declarações. ‘‘Ele não tem verdadeiro conhecimento das coisas’’, resumiu.
Dizendo-se emocionado com todo o caso, Alonso preferiu não dar detalhes sobre as acusações de Cruz, ressaltando apenas que não ficou com nenhum dinheiro. Em depoimento prestado à Polícia Civil, na semana passada, o ex-diretor afirmou que assinou contratos fraudulentos, ao voltar das férias em janeiro. Na época, ele deu entrevista à Folha e contou que assinou os contratos sob pressão de integrantes do primeiro escalão da prefeitura. Ainda de acordo com Alonso, em um mesmo dia foram pagos R$ 920 mil para a Comurb e R$ 880 mil para a AMA.
O deputado federal José Janene afirmou que o depoimento de Cruz, conhecido como Edinho, é uma leviandade. ‘‘Vou acionar meu advogado para processá-lo. Isso é uma palhaçada’’, declarou. ‘‘A minha campanha foi custeada com recursos próprios, não tive doação nenhuma de empresas e pessoas’’, acrescentou.
Janene disse que conheceu Edinho em junho deste ano, quando foi procurado por ele porque queria uma orientação. ‘‘Ele me disse que estava sendo pressionado pelos promotores para tentar implicações políticas no caso’’, afirmou. ‘‘E eu disse para não faltar com a verdade’’.
Os promotores citados pelo deputado são Bruno Galati (Defesa do Patrimônio Público) e Cláudio Esteves (Investigação Criminal), que investigam, desde fevereiro, supostas irregularidades nos contratos da administração municipal. Procurado pela Folha, Esteves disse que eles preferem não dar declarações a respeito.
O deputado estadual Antonio Carlos Belinati disse não ter conhecimento do teor do depoimento e, por isso, seria difícil falar sobre o caso. ‘‘Não me cabe pronunciar neste momento, eu preciso de mais detalhes’’, alegou.
A assessoria da vice-governadora Emília Belinati também informou ontem à noite que ela não vai se pronunciar por não conhecer o teor do depoimento. E ressaltou que Emília nunca lidou com recurso de campanha.

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