O município de Cascavel, que também participa do Procel, não possui um local apropriado para depositar as lâmpadas de mercúrio que estão sendo trocadas nos postes de iluminação pública, por lâmpadas de vapor de sódio, consideradas menos poluentes. Devido a falta de um aterro próprio para este tipo de depósito, a secretaria municipal de Serviços Urbanos (Sesur), está colocando as lâmpadas dentro do próprio almoxarifado.
O engenheiro da Sesur, Silvio Torres, reconheceu que as lâmpadas são poluentes, mas diz que, por enquanto, não existe a perspectiva para a construção de um aterro destinado a esse fim. ‘‘Exatamente para não colocar a população em risco é que decidimos colocar as lâmpadas no almoxarifado’’, explica.
Desde o ano passado, em parceria com a Copel a prefeitura vem realizando a troca das lâmpadas. Até o momento, já foram trocadas 10 mil lâmpadas, faltando outras 13 mil para serem repostas. Segundo dados da Copel, essas 23 mil lâmpadas representam 82% do total da iluminação pública municipal. Mesmo assim, Silvio Torres diz que não existem grandes riscos, pois o número de lâmpadas é ‘‘pequeno’’. ‘‘Elas ficam colocadas dentro de caixas e isoladas, por isso, não existe risco de contaminação aos funcionários’’, ressalta.
Segundo Anestor Tombini, da secretaria municipal de Planejamento, critérios de trabalho estão sendo estabelecidos para que se tenha controle eficiente do consumo de energia. Ele observa que de acordo com o Procel, o índice de economia de energia elétrica deve chegar a 30%, em relação aos gastos anteriores da prefeitura. ‘‘Ainda não estamos conseguindo alcançar essa porcentagem, mas através de um software de acompanhamento de utilização e gastos pretendemos atingir essa meta’’, afirma.
Uma equipe de eletricistas da Sesur está iniciando análise dos ambientes de todas as repartições, autarquias e empresas vinculadas à administração. Eles estão desligando lâmpadas e equipamentos que possam ficar inativos sem que isso prejudique os serviços.

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