As carceragens alternativas, como o contêiner-prisão em Fazenda Rio Grande, também estão criando polêmica em Almirante Tamandaré (Região Metropolitana de Curitiba). A delegacia do município abriga 19 presos em duas celas que, juntas, têm cerca de dez metros quadrados. Elas são parecidas com jaulas grandes e ficam dentro de uma casa pré-fabricada ao lado da delegacia, provisoriamente instalada dentro de um barracão. Para dormir, os presos ficam todos amontoados.
Dos 19 presos da delegacia, oito já estão condenados e aguardam transferência para o sistema penitenciário. À noite, a casa pré-fabricada fica totalmente fechada e o cheiro dentro do local é forte. Dentro das celas, ficam apenas os presos perigosos. Os dois únicos internos que ficam dentro do barracão, junto com a parte administração, tem penas mais leves. Um deles é uma mulher e o outro está detido por falta de pagamento de pensão alimentícia.
A delegacia também convive com o risco de constantes invasões. Desde que começou a funcionar provisoriamente, há um ano e quatro meses, ocorreram oito fugas. Anteontem, uma ameaça de fuga mobilizou três viaturas da Polícia Militar. Doze presos ainda estão foragidos e cinco mandados de prisão aguardam para ser cumpridos. ‘‘Se eu prender todos eles, não terei onde colocá-los’’, disse o delegado Rogério Antônio Haisi, titular de Almirante Tamandaré.
A antiga delegacia está em reforma. As obras deverão ficar prontas em um mês. A fachada foi completamente restaurada, por fazer parte do patrimônio histórico do município. Foram reformados 151,6 metros quadrados do prédio e construídos outros 104,6 metros quadrados. O local terá 21 dependências, com salas, banheiros, cozinha, área administrativa e área para descanso dos plantonistas.
A delegacia está sendo reformada pela Prefeitura Municipal de Almirante Tamandaré. Ela terá cinco celas e um solário.

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