Almir Sater promete atender pedidos das fans
Francelino França
De Londrina
O violeiro sem fronteiras Almir Sater é a atração musical de hoje, na 40ª Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina. A carreira do mato-grossense, considerado um dos mais importantes violeiros do País, está pontuada de sucessos como Chalana, Razões, Rastro Bonito e Trem do Pantanal. Almir Sater divulgou sua musicalidade regionalista de maneira imperiosa depois que arrebatou corações de milhares de fãs no Brasil, participando como ator nas novelas Pantanal, Ana Raio e Zé Trovão e O Rei do Gado.
Com o sucesso de Trindade, Zé Trovão e Pirilampo, seus personagens nas novelas, o cantor pantaneiro pôde mostrar ao País sua virtuosidade como violeiro. Como as novelas atravessam fronteiras, os convites para carreira no exterior sempre acontecem. O último foi para se apresentar em Cuba, onde a novela O Rei do Gado está no ar. No entanto, prefere investir na carreira no Brasil.
Almir Eduardo Melke Sater começou com o pé direito no mercado musical, apadrinhado pelo lendário Tião Carreiro. Em sua estante brilham dois prêmios Sharp pelas canções Moura e Tocando em Frente. Gravou também o disco Rasta Bonito na capital mundial do country (Nashville). Sua musicalidade eclética abriu as portas para o Free Jazz Festival, de 1988.
Após descansar de um show em São José dos Campos (SP), o cantor concedeu uma entrevista à Folha de Londrina/Folha do Paraná. Para ele, as feiras e exposições representam o maior mercado para os eventos musicais do País, empregando um contingente considerável de músicos. Essa é a segunda apresentação do cantor numa Exposição em Londrina, evento que consegue aglutinar todos os tipos de fãs. Mas prefiro seduzir pela música, avisa.
Almir Sater não visita o ranking dos músicos que mais vendem. Mas meus discos têm vida longa, vendem sempre. Vejo adolescentes de 17 anos pedindo autógrafos em discos feitos antes deles nascerem, diz. Em seus shows há uma participação efetiva do público, que interage, pede sucessos. Por isso, o show com o violeiro na 40ª Exposição tem um suave sabor de improviso.
Meu repertório é bastante amplo, faço minhas escolhas dependendo do momento, diz. Se alguma fã, por exemplo, solicitar Cabecinha no Ombro, certamente será atendida. A apresentação na Exposição segue o rastro dos sucessos. Sem gravar desde 1997, o músico adianta que está maturando um novo trabalho, preparando composições com explícitas influências latinas. Como cantor independente, realiza um novo disco somente quando sente vontade. E considera ser um privilégio sobreviver de arte, em qualquer lugar do mundo.





