ALL responde
Segundo a América Latina Logística (ALL), parte dos vagões acidentados que estão nos ''cemitérios'' é oriunda da época da RFFSA que teria, na época da privatização, 1,2 mil vagões inutilizados, cuja maior parte foi recuperada. A ALL também afirma que as unidades que não são recuperáveis precisam de autorização da RFFSA para que sejam transformadas em sucata. Enquanto a autorização não é liberada, estes e outros vagões que necessitam de reparos aguardam em pátios livres (não operacionais), já que não é possível que fiquem armazenados em áreas de movimentação de trens.
Em ambas as unidades, de acordo com a empresa, a ALL mantém uma equipe de segurança que monitora as áreas 24h por dia, com um veículo identificável (tático móvel) e realiza roçadas periódicas do mato. Além disso, as portas dos vagões estão sendo soldadas para evitar que sirvam de abrigo a delinquentes. No total, 200 vagões estão sendo reparados na oficina de Ponta Grossa e mais 200 na unidade de Mafra.
A ALL informa que possui 17.570 vagões em seus dois países de atuação (Brasil e Argentina). Somente no Brasil, são 13.204 unidades. Com as parcerias que desenvolve com clientes, serão 1.300 vagões a mais agregados à frota ainda em 2005. O preço varia de acordo com o tipo de vagão. Um graneleiro hoje custa R$ 195 mil. Em 1996, a RFFSA tinha 10.422 vagões, agora possui 1.233 imobilizados (frota morta). A ALL tem 13.204 vagões, com 100% da frota revisada, 969 recuperados e 1.790 novos vagões (entre adquiridos pela ALL e pelos clientes)
Segundo a ALL, os trechos Maringá-Cianorte e Ourinhos-Jaguariaíva não estão desativados, apenas temporariamente suspensos. Tanto que as condições operacionais (de movimentação de trens) estão praticamente mantidas. Periodicamente circulam autos de linha nestes trechos. O trecho de Jaguariaíva foi desviado por Apucarana, que tem um traçado menos sinuoso e permite maior capacidade e segurança no transporte de cargas. Já o de Cianorte, está suspenso pela baixa demanda de cargas, o que tornaria o custo do frete mais oneroso para o cliente. Atualmente, as cargas existentes saem de Cianorte por caminhão com destino a Maringá e de lá partem de trem para os seus destinos. A ALL diz que é importante lembrar que não houve somente suspensão de trechos, mas também a reativação de outros trechos que estavam desativados pela RFFSA. O ramal de Antonina, por exemplo, trecho de 20 km de ferrovia que permite o acesso ferroviário ao porto de Antonina e amplia a possibilidade de crescimento da movimentação de cargas pelo porto paranaense.
Fonte: Assessoria de Imprensa da América Latina Logística





