Londrina - Prestes a ver o viaduto do Jardim Nova Olinda entregue, os moradores residencial Anselmo Vedoato demonstram alívio e satisfação em poder realizar a travessia pelo viaduto, mas criticaram a geometria da sinalização horizontal. As faixas amarelas que impedem o cruzamento da via para o outro lado da rua geraram insatisfação e por isso vêm sendo ignoradas por muitos dos moradores. Além disso, a eliminação do canteiro lateral que disciplinava parte do trânsito também foi mal vista por parcela dos moradores. Para eles tudo ficou mais confuso.
A gerente de loja, Fátima Batista, de 40 anos, disse que é um alívio ver a obra concluída, mas expôs que até os ônibus que circulam pela região desobedecem a faixa amarela e cruzam a via inadequadamente. "Até agora não entendi o que fizeram aqui", reclamou. A reportagem procurou o diretor de Trânsito do Instituto de Pesquisas e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul), João Ulisses Lopes, mas ele não pôde atender a reportagem para falar sobre o assunto por estar em uma reunião.
Outro que elogiou a conclusão da obra foi o operador de máquinas Marcelo Pontes, de 33. "Ficou muito bom. Agora vai encurtar a distância para quem precisa ir ao Centro de Londrina ou para Cambé. Essa obra teve de parar três vezes e demorou muito até ser concluída, mas a gente sabe como funciona esse tipo de obra do governo, né?"
Uma pessoa, que pediu para não ser identificada, denunciou que depois da conclusão do pavimento o local passou a ser utilizado para rachas entre carros e motocicletas e também para manobras ousadas como o cavalo de pau. As marcas de pneus na pista não deixam dúvidas de que isso está acontecendo.
O comandante da 4ª Companhia Independente da Polícia Militar, major Hilberaldi Correia de Lima, afirmou que irá intensificar a fiscalização no local, inclusive com a utilização de radares móveis para coibir esse tipo de atitude dos motoristas. (V.O.)

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