Alimentar aves pode render multa
Enquanto nada é feito para reduzir a superpopulação de pombos em Londrina, a Secretaria Municipal do Ambiente (Sema) tenta controlar o crescimento por meio da conscientização dos habitantes. Representantes do órgão e do Serviço Ambiental Salvo (Salvo) iniciaram nesta semana a distribuição de panfletos com informações sobre as aves e orientações. Também está prevista a fiscalização com possíveis multas a quem alimentar esses pássaros.
As principais recomendações trazidas pela mini-cartilha são para que as pessoas não dêem comida, água e não forneçam abrigo aos pombos. A oferta fácil desses três ítens na área urbana interfere no ciclo natural das aves e contribui para o aumento da população.
Segundo o gerente de Educação Ambiental da Sema, Célio Camilo, paralelo à entrega dos panfletos a Sema e o Salvo pretendem fiscalizar pontos onde pessoas costumam alimentar os pombos, como na Concha Acústica, nas proximidades da Catedral Metropolitana e do Cemitério São Pedro, todos no Centro. Os indivíduos serão abordados e solicitados a mudar de atitude. Em caso de reincidência, a pessoa que for flagrada poderá receber multa.
Já as ações para amenizar a população de pombos que já existe continuam a passos lentos. Pesquisadores da Universidade Estadual de Londrina (UEL) ainda estão preparando um orçamento para o estudo de zoonoses que deverá ser feito com as aves. Na última reunião entre autoridades das áreas de Saúde e Meio Ambiente com o Ministério Público (MP), ganhou força a idéia de que será necessário abater parte dos pássaros. Mas para isso, além do respaldo do estudo, é necessária autorização do Ibama.
O pedido está sendo analisado pelo órgão em Brasília. O analista do Ibama Odair Antunes Siqueira frisou que o instituto ''está cauteloso e não quer que um possível manejo das aves se transforme numa chacina''. ''O Ibama sempre vê o abate como última alternativa''. (V.N.)





