Anos estudando feito um louco, dezenas de fórmulas decoradas, datas históricas na ponta da língua e a confiança na conquista de uma vaga na universidade. O que parece ser a receita para se passar no vestibular pode desandar se um detalhe não for levado em conta nos dias das provas: a alimentação. Nutricionistas afirmam que é fundamental evitar os excessos e pensar no equilíbrio na hora de comer.
Segundo a nutricionista Débora Maria Russo, equilíbrio é aliar alimentos, principalmente massas, carnes, frutas, leguminosas e verduras, em pouca quantidade, para que o organismo tenha os nutrientes necessários para um bom funcionamento e para que o aparelho digestivo trabalhe normalmente.
De acordo com Débora, se o vestibulando exagerar nas calorias (muito encontradas nos doces) e nas proteínas (nas carnes e no leite), a digestão será mais lenta, o que causará sonolência e perda da concentração. Maioneses e molhos condimentados, comuns nos sanduíches, também devem ser evitados. ‘‘Esses alimentos se deterioram facilmente e causam diarréias e vômitos’’.
Na avaliação da nutricionista, a ingestão do tradicional cafezinho tem que ser contida, assim como estimulantes como pó de guaraná. Débora explica que esses produtos podem aumentar a ansiedade. Como consequência, diz ela, pode-se perder boas horas de sono.
Para a nutricionista, o ideal é que o café-da-manhã tenha suco de frutas da estação (as da época são pêssego, nectarina, manga e abacaxi), pães ou biscoitos integrais com pouca margarina e uma fatia de queijo, cereais em flocos e uma fatia de fruta.
No almoço, Débora aconselha carne, peixe ou frango grelhado, arroz, feijão, saladas, leguminosas cozidas ou cruas. Como sobremesa, frutas. À tarde, iogurte, cereais em flocos, frutas e bolo. No jantar, também frango, carne ou peixe grelhados ou macarrão alho e óleo, purê de batatas, verduras, saladas e frutas. ‘‘Se for difícil seguir isso, um bom arroz e feijão com carne e salada, feitos com muita higiene, mantém a boa saúde’’, afirma Débora.

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