Alimentação pode prevenir câncer de intestino
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 27 de março de 2009
Carolina Gabardo Belo<br> Equipe da Folha 
Curitiba O cuidado com a alimentação é a principal forma de prevenção ao câncer de intestino. Cerca de 70% dos casos da doença são causados por uma dieta alimentar rica em gorduras e deficiente em fibras. A presença de casos na família aumenta o risco de desenvolvimento do tumor.
Também conhecida por câncer colorretal, no ano passado foram registrados 1.950 novos casos no Paraná e 27 mil em todo o País. A identificação precoce aumenta as chances de cura deste câncer, que se desenvolve silenciosamente pelas paredes do intestino. Quando os primeiros sintomas aparecem, a doença já está em estágio avançado. Alteração nos hábitos intestinais, presença de sangue nas fezes, dores abdominais, cansaço ou perda de peso são alguns sinais.
Para o oncologista clínico Evanius Garcia Wiermann, do Centro de Oncologia do Paraná, a preocupação com a doença não deve surgir apenas com a manifestação dos sintomas. Ele ressalta a importância de realizar exames anuais. Mais do que alertar para os sintomas, temos que criar a sensibilização para a prevenção, alerta.
A maneira mais eficiente de identificar o câncer de intestino é por meio do exame proctológico e o exame de fezes, que também podem apontar outras doenças. É recomendada a realização anual dos exames a partir dos 50 anos. O diagnóstico precoce facilita a recuperação.
Integrantes do projeto Laços de Esperança realizaram ontem uma mobilização em Curitiba e em outras sete capitais brasileiras. Oncologistas esclareceram dúvidas de pacientes sobre os sintomas, o tratamento e, principalmente, a prevenção.
A maior dúvida das pessoas é se elas têm ou não o risco aumentado para o câncer de intestino. Mas esclareço que uma boa dieta pode mudar a história da doença. Está comprovado que, mesmo depois do diagnóstico, uma dieta correta reduz as chances de volta do câncer, afirma Wiermann.
Na conversa com o oncologista, o contador José Silva Neto, 44 anos, esclareceu algumas dúvidas. Segundo ele, um parente apresenta o diagnóstico de câncer de intestino. Ele também apresentou sintomas semelhantes aos da doença e afirma que a iniciativa é mais acessível à população. É diferente que no consultório, que é meio limitado, a gente não fala muito e o médico toma conta da conversa, diz.
A aposentada Maria Estela Carmatti, 61, esclareceu suas dúvidas sobre a alimentação. Também preocupada com a alimentação saudável, a professora Verônica da Silva, 43, aproveitou a oportunidade para checar como melhorar sua dieta. A gente é o que a gente come. Quando estava grávida senti a necessidade de melhorar a minha alimentação e foi muito importante porque senti muita disposição, afirma.


