O aumento no consumo de alimentos gordurosos e pobres em fibras (legumes e frutas) abre um vasto campo para o avanço do câncer no intestino. Professor de medicina na Universidade Federal do Paraná (UFPR) e Pontifícia Universidade Católica (PUC), o cirurgião Renato Bonardi considera que esse comportamento já está afetando 25% da população em todo o mundo. Para ele, uma em cada quatro pessoas tem ou apresentará um quadro desfavorável de saúde para desenvolver a doença.
Nas cidades grandes o risco de contrair o câncer intestinal é maior, acrescenta Bonardi. A tendência está associada à má alimentação. ‘‘Dietas à base de fast-foods, por exemplo, podem contribuir’’, comentou o médico, que participou de uma palestra sobre os avanços no tratamento do câncer no Hospital Santa Cruz, em Curitiba. Ele destaca uma contradição para medir o comportamento da doença. ‘‘Nos países africanos, que não têm acesso a esses alimentos, a incidência deste tipo de câncer é baixa’’.
Fatores genéticos também influenciam no aparecimento da doença. Bonardi observa que se já houve casos na família, a recomendação é procurar um especialista para uma avaliação de rotina. Um exemplo de como o câncer intestinal pode ser detectado em outro simples exame: traços sanguíneos encontrado nas fezes podem acusar a presença de um tumor. Ele pode levar até 15 anos para se desenvolver, mas segundo o médico, há chances da doença se manifestar em pouco mais de sete meses.

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