O vendedor Sidney Santos Novaes, de 27 anos, foi operado pelo médico Edson Takaki em abril de 1994. Sidney conta que teve o dedo anular da mão direita quase decepado quando colocava a rede na trave do gol antes de um jogo de futebol com amigos. ‘‘Como o travessão é mais alto, tinha que pular para enganchar a rede no gancho. Num dos últimos, a minha aliança de noivado enroscou no gancho e, quando desci, meu dedo só estava com o osso. Toda a carne e a pele estavam na ponta do dedo.’’
Sidney diz que não sentiu dor e foi levado para o Hospital Universitário, que era perto do campo. ‘‘Disse para os meus amigos que ia dar uns pontinhos e logo voltava para o jogo.’’ Quando chegou ao HU, o atendente chamou o médico Takaki, que recomendou a cirurgia imediatamente. ‘‘Ele me disse que eu poderia perder o dedo. Foram sete horas de cirurgia. Fui liberado do hospital uma semana depois.’’ Segundo Sidney, o dedo está totalmente recuperado. ‘‘Só tenho a cicatriz.’’ Edson Takaki afirma que esse tipo de acidente é bastante comum com os homens que usam aliança. ‘‘Já atendi vários casos como esse.’’
O médico explica que no caso de amputação de membro não se deve fazer torniquete para parar de sangrar. ‘‘A tendência é o sangue parar de correr naturalmente, já que o vaso sanguíneo encolhe.’’ Portanto, é suficiente um pano com compressão leve. A pessoa acidentada não deve comer nem beber porque provavelmente terá que tomar anestesia prolongada.
(Carina Paccola)

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