Alia defende ampliação do Conselho Municipal de Saúde
Osmani Costa
De Londrina
Diretores da Associação Londrinense Interdisciplinar da Aids (Alia) estiveram na redação da Folha, na tarde de ontem, para defender a aprovação de um projeto de lei do Executivo municipal que amplia, de 16 para 24, o número de vagas de representantes no Conselho Municipal de Saúde (CMS). O projeto foi elaborado depois da pressão do movimento popular, com base nas resoluções das duas últimas conferências municipais de saúde 1995 e 97.
O coordenador da Alia, Roni Lima, observa que caso o projeto não volte à pauta de votações da Câmara na sessão de terça-feira, não haverá mais tempo hábil para a sua aprovação antes da realização da 6ª Conferência Municipal de Saúde, que será aberta no dia 1º de outubro. Apesar de ser de autoria do Executivo, o bloco de apoio ao prefeito na Câmara não tem interesse em aprovar o projeto, criticou.
A coordenadora do projeto Reagir que presta todo tipo de ajuda a 85 famílias com portadores do HIV , Silvana Gomes, lembra que o projeto saiu da pauta de votações, na terça-feira, a pedido dos veradores que apóiam o prefeito Antonio Belinati (PFL) na Câmara. O líder do prefeito, vereador Sidnei de Souza (PST), explicou que pediu a retirada de pauta para ter tempo de ouvir o outro lado interessado no assunto, que é o dos prestadores de serviços (hospitais). Já ouvimos os usuários. Temos que ouvir os dois lados antes das votações. Queremos conversar com a direção dos hospitais para ver se há a necessidade de emendas ou um projeto substitutivo. Só depois disto o projeto voltará à pauta, comentou Souza, prevendo que isto não será possível na próxima sessão.





