Alguns se recusam a economizar
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sexta-feira, 07 de novembro de 1997
Curitiba 
Albari RosaApesar da economia imposta pela queda de torres de transmissão, alguns prédios insistem em usar iluminação máximaEm plena semana de racionamento de energia - em função da queda das dez torres de transmissão em Vera Cruz dOeste - alguns administradores de prédios públicos e privados na cidade parecem não estar preocupados com a economia no horário crítico de consumo, das 19h às 22 horas.
Na noite de quarta-feira, quem passou em frente ao prédio da Prefeitura Municipal, no Centro Cívico, pôde observar salas acesas - apesar de vazias - em dois andares. A conta de luz da prefeitura alcança cerca de R$ 190 mil por mês.
Na Rua Comendador Araújo, a loja de colchões Maxflex e uma das agências do Unibanco também estavam bem iluminadas no mesmo horário.
A prefeitura alegou que as luzes ficam acesas após o expediente porque os funcionários da limpeza permanecem no prédio. Segundo informação da Secretaria Municipal da Administração, os funcionários deveriam apagar as salas após a limpeza, mas a orientação nem sempre é cumprida.
Para evitar a repetição do problema, a secretaria está organizando uma campanha interna com o objetivo de conscientizar os funcionários. Outra medida que está sendo estudada é a instalação de aparelhos com infravermelho, que acionam a luz somente com a presença de pessoas no ambiente. As lâmpadas incandescentes estão sendo gradativamente substituídas pelas fluorescentes (mais econômicas) e os reatores comuns, por de menor consumo.
Procurado pela reportagem da Folha para comentar sobre o assunto, o superintendente da Secretaria Municipal de Administração, Rubens Bittencourt Solto, não retornou a ligação até o fechamento desta edição.
Na loja da Maxflex, a gerente Rose Meire Cury informou que a empresa já está fazendo racionamento, mantendo apenas parte das luzes acesas. É impossível apagar tudo porque fizemos um investimento muito grande na iluminação de nossas vitrines, argumenta ela.
Na agência do Unibanco, a gerência informou que deixa acesas somente as luzes do jardim e da Sala 30 Horas, que não representariam um grande consumo de energia.
A Copel informou que não pode forçar o racionamento de energia em prédios públicos ou privados. A estatal apenas pede a colaboração da população para reduzir o consumo de energia no horário de pico. Na quarta-feira, o racionamento imposto por Furnas, que deve terminar domingo, atingiu 78 megawatts no Paraná. (G.P.)


