Albari RosaApesar da economia imposta pela queda de torres de transmissão, alguns prédios insistem em usar iluminação máximaEm plena semana de racionamento de energia - em função da queda das dez torres de transmissão em Vera Cruz d’Oeste - alguns administradores de prédios públicos e privados na cidade parecem não estar preocupados com a economia no horário crítico de consumo, das 19h às 22 horas.
Na noite de quarta-feira, quem passou em frente ao prédio da Prefeitura Municipal, no Centro Cívico, pôde observar salas acesas - apesar de vazias - em dois andares. A conta de luz da prefeitura alcança cerca de R$ 190 mil por mês.
Na Rua Comendador Araújo, a loja de colchões Maxflex e uma das agências do Unibanco também estavam bem iluminadas no mesmo horário.
A prefeitura alegou que as luzes ficam acesas após o expediente porque os funcionários da limpeza permanecem no prédio. Segundo informação da Secretaria Municipal da Administração, os funcionários deveriam apagar as salas após a limpeza, mas a orientação nem sempre é cumprida.
Para evitar a repetição do problema, a secretaria está organizando uma campanha interna com o objetivo de conscientizar os funcionários. Outra medida que está sendo estudada é a instalação de aparelhos com infravermelho, que acionam a luz somente com a presença de pessoas no ambiente. As lâmpadas incandescentes estão sendo gradativamente substituídas pelas fluorescentes (mais econômicas) e os reatores comuns, por de menor consumo.
Procurado pela reportagem da Folha para comentar sobre o assunto, o superintendente da Secretaria Municipal de Administração, Rubens Bittencourt Solto, não retornou a ligação até o fechamento desta edição.
Na loja da Maxflex, a gerente Rose Meire Cury informou que a empresa já está fazendo racionamento, mantendo apenas parte das luzes acesas. ‘‘É impossível apagar tudo porque fizemos um investimento muito grande na iluminação de nossas vitrines’’, argumenta ela.
Na agência do Unibanco, a gerência informou que deixa acesas somente as luzes do jardim e da Sala 30 Horas, que não representariam um grande consumo de energia.
A Copel informou que não pode forçar o racionamento de energia em prédios públicos ou privados. A estatal apenas pede a colaboração da população para reduzir o consumo de energia no horário de pico. Na quarta-feira, o racionamento imposto por Furnas, que deve terminar domingo, atingiu 78 megawatts no Paraná. (G.P.)

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