Algumas empresas já pensam em programas para controle
A Sofhar Top Line em Telemática, rede de lojas que comercializa telefones celulares e acessórios, lançou, há um mês, uma campanha que tem como objetivo garantir a preservação do meio ambiente e, ao mesmo tempo, aumentar a venda de baterias. Os clientes que entregarem a bateria velha do telefone nas lojas têm 10% de desconto na compra de uma nova.
As lojas da rede - quatro em Curitiba e uma em Ponta Grossa - vendem, em média, 600 baterias por mês. O preço varia de R$ 45,00 a R$ 200,00, dependendo do aparelho. Cerca de 20% dos clientes estão levando as baterias que não podem mais ser recarregadas.
Segundo o gerente de marketing da Sofhar, Márcio Jakubiu, as baterias são encaminhadas aos fabricantes, que usam métodos adequados para reciclá-las ou destruí-las. Queremos conscientizar o usuário para que não jogue a bateria no lixo, diz.
O microempresário Azomar Vieira, proprietário da A. Vieira Eletrônica - empresa especializada no conserto de eletroeletrônicos que está no mercado há 24 anos - diz que os tubos de imagem das tevês que não podem ser mais utilizados são jogados no lixo. Temos uma orientação da Cavo, empresa responsável pela coleta do lixo na capital, de entregar os tubos separadamente e informar os funcionários que fazem a coleta sobre o material que estão levando, conta.
Segundo Vieira, antes de serem jogados no lixo, os tubos passam por um processo para eliminar o vácuo do interior da peça para evitar uma explosão no caso de pancadas fortes. A pressão do tubo é cerca de dez vezes superior à de uma panela de pressão a todo vapor. Uma explosão da peça, alerta, pode jogar pedaços de vidro a até 20 metros de distância.
Atualmente, Vieira joga apenas um tubo de imagem no lixo por mês, número que chegava a dez nos anos 80. O motivo da queda é o alto preço da reposição. Hoje, compensa mais comprar, por exemplo, uma tevê nova de 29 polegadas por cerca de R$ 600,00 do que pagar até R$ 500,00 pela peça nova, avalia. (A.V.)





