Técnicos do IAP, Ibama e da UFPR acham que fenômeno inédito foi prov ocado pelo afloramento das plantas aquáticas
DivulgaçãoTAMANHO REDUZIDOA mancha de óleo surgiu na quinta-feira e já sofreu uma redução de 40% em sua extensão, que era de 40 km

Michele Muller
De Curitiba

As manchas localizadas na última quinta-feira no litoral Norte do Paraná podem ter sido causadas pelo afloramento de algas. As plantas teriam produzido o material oleoso que formou duas manchas – uma com extensão inicial de 40 quilômetros e largura de 70 metros, localizada na última quinta-feira, e outra menor, ainda sem tamanho definido, descoberta no sábado.
Técnicos do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e do Instituto Brasileiro de Recursos Naturais Renováveis (Ibama) levantaram essa hipótese ontem, depois de um estudo feito em conjunto com biólogos do Setor de Tecnologia do Centro de Pesquisa e Processamento de Alimentos da Universidade Federal do Paraná (UFPR).
A informação deve ser confirmada no final da tarde de hoje, depois de feitas novas análises do material coletado no mar. Essa seria a primeira vez que um fenômeno desse tipo é registrado no Paraná. ‘‘Apesar do tamanho da mancha, tecnicamente é possível que tenha sido produzida por algas. O aspecto não é exatamente o mesmo do óleo comestível. Mas pode ficar parecido, bastante viscoso’’, diz o oceanólogo José Milton Andriguetto.
Tamanho da mancha reduziu Na última sexta-feira, foi divulgado que o óleo era vegetal, e teria, provavelmente, sido despejado na água por algum navio que havia sofrido problemas mecânicos. Os ambientalistas ainda não descartam essa possibilidade, mesmo que agora seja considerada remota. Anteriormente, os técnicos pensavam em mobilizar a Capitania dos Portos para localizar a suposta embarcação.
A extensão inicial da mancha já foi reduzida em 40%. A maior preocupação dos ambientalistas é que ela se aproxime da costa, causando prejuízos à fauna aquática – mais concentrada na beira-mar – e à vegetação de mangues do Parque Nacional de Superagui. No entanto, esses danos serão mínimos se realmente foi produzida por plantas.
Até agora, a substância tem se deslocado cada vez mais em direção ao alto mar, encontrando-se atualmente a uma distância de 100 quilômetros do continente. Aos poucos, ela deve se diluir no mar, passando a fazer parte do ecossistema aquático. Técnicos do IAP ainda não podem adiantar quando a mancha deve desaparecer totalmente da superfície do mar.

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