Marcelo AlmeidaSalomão Woller e o relógio português: pedido de revitalizaçãoOs tecidos e o estilo das roupas mudaram desde 1960, mas o alfaiate Ferdinando Nardelli, 69 anos, ainda trabalha num conjunto do Tijucas, com sua máquina de costura Vigorelli, importada da Itália há quase quatro décadas. Atendendo clientes fiéis - que fazem roupas com ele há 40 anos -, o alfaite conquista novos consumidores a cada dia. ‘‘A localização do edifício é muito boa e garante a circulação de grande público’’, diz.
Marcelo AlmeidaNa mesma máquina Vigorelli, comprada há quarenta anos, Nardelli costura para novos e velhos fregueses
Nardelli, síndico da ala comercial, afirma que o Tijucas é um dos melhores edifícios da cidade. ‘‘Hoje não se acha mais prédios com corredores amplos e salas tão arejadas como aqui.’’
O relojoeiro Salomão Woller, 69 anos, é um dos comerciantes mais antigos do Tijucas - desde 1963 ele ocupa uma loja na galeria. ‘‘Mesmo tendo perdido parte da clientela para os shopping centers, o movimento no edifício continua muito bom’’, diz.
Marcelo AlmeidaA galeria Tijucas foi revitalizada em janeiro do ano passado
Woller, apesar de nunca ter sido assaltado, defende um policiamento mais ostensivo na região para garantir a frequência dos clientes. ‘‘Todo mundo quer segurança.’’ Apesar da afirmação, o relojoeiro garante que a galeria é segura, mas ele teme que os clientes sejam afastados pela ação de menores que vivem nas ruas e de punguistas que atuam no centro da cidade.
Woller tem, ainda um pedido. ‘‘Esperamos a coloboração da Prefeitura para promover, na área do Edifício Tijucas, o mesmo tipo de revitalização que melhorou as condições da Rua Comendador Araújo.’’
Na loja, especializada na venda e conserto de jóias e relógios, os clientes encontram artigos variados, desde os relógios de pulso mais simples até um relógio português de dois metros de altura. O importado está à venda por R$ 9 mil. ‘‘É uma jóia’’, garante Woller.

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