Alerta para LSD em tatuagem volta a circular
Alexandre Sanches
De Londrina
Uma mensagem de alerta para tatuagens que conteriam Diletilamida Ácido Lisérgico (LSD) disseminada pela Internet há três anos voltou a aparecer na rede. Parecida com uma corrente, a mensagem está sendo divulgada pela Secretaria Estadual de Educação e sua origem é atribuída ao 17º Batalhão de Polícia Militar (Região Metropolitana de Curitiba), que nega ter feito o alerta. A Folha recebeu comunicado sobre o assunto enviado pelo Núcleo Regional de Educação (NRE) de Ivaiporã (110 km ao sul de Apucarana) e por um pai de aluno.
O alerta é sobre o perigo de uma tatuagem chamada estrela azul (blue star), que estaria impregnada com LSD. As figuras adesivas poderiam causar alucinações, vômitos, risadas incontroláveis, mudanças nos modos e temperatura do corpo.
O documento do NRE teria sido emitido sexta-feira pela funcionária da Secretaria de Estado da Educação, em Curitiba, Katia Regina Grochentz. A assessoria de comunicação do Palácio Iguaçu informou, ontem à tarde, que o 17º BPM não emitiu este comunicado e que, se fosse verdade, seria de responsabilidade do comando geral da PM. Sobre o documento enviado ao NRE de Ivaiporã, a assessoria disse que pelo formato, realmente saiu da Secretaria de Estado da Educação. Por causa do feriado municipal ontem, em Curitiba, não havia condições de apurar melhor a informação.
O assistente técnico do NRE, professor Sílvio Gonçalves, disse que só divulgaram o documento para os meios de comunicação e escolas da região por causa do pedido urgente, emitido pela Secretaria. Não temos notícias de que alguém tivesse se intoxicado com isso. A partir de agora estamos em alerta, comentou.
Em 1996 a Folha publicou matéria sobre mensagem distribuída via e.mail da tatuagem Estrela Azul. Na reportagem, uma especialista afirmava que a possibilidade de qualquer outro tipo de tatuagem que use como base o papel, vir a provocar os sintomas divulgados, é remota.





