O 1º Fórum de Debates Sobre Saúde do Adolescente, realizado semana passada em Londrina, reuniu profissionais das áreas da Saúde, Direito e Teologia para discutir o abuso do álcool nos tempos da Lei Seca. Dados revelados pelo psiquiatra curitibano Fernando Sielski preocupam: ‘‘Hoje, a média de idade para o primeiro gole entre os jovens brasileiros é 12 anos e meio’’, informou.
  Sielski lembrou que o álcool aproxima as pessoas, mas o ser humano precisa aprender a lidar com a bebida. Para o psiquiatra, a grande preocupação é o hábito de beber exageradamente, cada vez mais comum entre os adolescentes. Conforme ele, além dos danos neurológicos a longo prazo, os jovens ficam expostos a riscos imediatos, como envolvimento em acidentes de trânsito, casos de violência sexual, brigas e sexo sem proteção.
  Para a promotora da Vara da Infância e Juventude de Londrina, Edna Maria de Paula, mais do que se preocupar em ser preso, o jovem deve pensar no mal que causa a si e ao outro. ‘‘Pela nova lei antidrogas, de dois anos atrás, o adolescente usuário de drogas lícitas ou ilícitas que comete um delito não é mais punido. Mas isso não quer dizer que ele não enfrentará conseqüências. A família responde pelo dano e o jovem ganha uma pena alternativa ou passa pela reabilitação’’, explicou.


O limite legal de concentração de álcool no sangue é equivalente a um chope. Além de multa de R$ 955, a lei prevê a perda do direito de dirigir e a retenção do veículo. A partir de 6 decigramas por litro (dois chopes), a punição será acrescida de prisão

O álcool reduz o fluxo sanguíneo para o cérebro e é tóxico para os neurônios. O uso excessivo e prolongado resulta em perda de memória
e até demência



O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.

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