ALERTA - O caos na saúde do Paraná
Não é de hoje que a saúde pública no Brasil é alvo de críticas. Mas no Paraná, população e profissionais da área parecem ter chegado ao limite da paciência. Dados da Federação dos Hospitais Filantrópicos confirmam que mais de cem hospitais teriam encerrado suas atividades nesta década. Nos últimos dias, mais Santas Casas do Estado ameaçaram interromper o atendimento a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) porque acumulam deficits milionários gerados pela defasagem na tabela de remuneração de procedimentos. Depois de mais de duas décadas, quem conhece o SUS desde seu surgimento alerta que o sistema carece de urgente reestruturação.
Enquanto isso, pacientes da rede pública sofrem com filas e mal atendimento. Os clientes de planos de saúde também não têm o que comemorar. Pelo contrário. Agendar consultas e procedimentos hoje pode demorar meses. Por seu lado, médicos denunciam que os valores que recebem pelas consultas beira a humilhação: em alguns casos, o repasse é de parcos R$ 13. Na semana passada, profissionais de Ivaiporã (Norte) pediram o descredenciamento dos planos e deixaram os clientes das operadoras desassistidos.
Soluções existem, garantem especialistas. O Governo do Estado, por exemplo, tenta equalizar as contas para não cortar investimentos. Já os médicos cobram a regulamentação da Emenda 29, que disciplina os percentuais que União, Estados e Municípios deverão aplicar na saúde. Os hospitais buscam receita em outras fontes para não fechar as portas.
● O SUS foi criado pela Constituição Federal de 1988 para que toda a população brasileira tenha acesso ao atendimento público de saúde
● Défice ou deficit é um termo da contabilidade de origem latina, que se caracteriza por um saldo negativo. Em um orçamento, ele ocorre quando os gastos ou despesas superam os ganhos ou receitas





