ALERTA - Mulheres abusam da pílula do dia seguinte
Os contraceptivos de emergência as chamadas pílulas do dia seguinte foram criadas para evitar a gravidez em mulheres que sofrem abuso sexual. Com o tempo, começou a ser usado em casos de emergência, quando a camisinha estourava ou a mulher esquecia de tomar o anticoncepcional. Porém, farmacêuticos e médicos alertam que a pílula está sendo utilizada de maneira errada e banal. A reportagem foi às farmácias e constatou que muitas mulheres e adolescentes recorrem ao contraceptivo de emergência toda semana. A FOLHA conversou também com adolescentes que afirmaram conhecer a pílula e que, em caso de necessidade, não há duvída: é só correr até a farmácia mais próxima. As pílulas do dia seguinte impedem a gravidez graças a um hormônio chamado levonorgestrel. O detalhe é que a concentração desse hormônio sintético nos contraceptivos de emergência é 12 vezes maior do que nos anticoncepcionais comuns. Para a professora do curso de Farmácia da Unifil Maristela Lelis Dias, as pílulas de emergência são verdadeiras bombas de hormônio. Segundo o ginecologista José Luis de Oliveira Camargo, o uso repetido leva a uma irregularidade hormonal. Isso pode interferir no ciclo menstrual e, em um segundo momento, o endométrio passa a funcionar de forma anormal.
Anticoncepção de emergência é a administração de medicamentos até
72 horas após a relação desprotegida ou acidental visando evitar a gravidez. Dentro de suas características só deve ser usada em caso de emergência e não como método anticoncepcional de rotina. Nem sempre surte resultados e pode ter efeitos colaterais intensos
Substância química que transfere informações e instruções entre as células, em animais e plantas. O hormônio regula o crescimento, o desenvolvimento, controla as funções de muitos tecidos, auxilia as funções reprodutivas, e regula o metabolismo
O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.





