ALERTA - Doar sangue é salvar vidas
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quarta-feira, 17 de agosto de 2016
Rafael Souza<br>Reportagem Local 

Nunca é demais reforçar a importância de doar sangue. Manter o estoque em nível satisfatório é uma tarefa árdua para o Hemocentro do Hospital Universitário (HU), em Londrina. Ciente disso, o aposentado Josafá Lira de Oliveira, de 67 anos, faz questão de comparecer na unidade a cada três meses. "Fiquei sabendo que com uma doação posso salvar até três vidas, olha o tamanho da importância disso", ressaltou.
E olha que ele sabe bem o que é isso. Quando ainda era menino ajudou a salvar a vida de uma irmã, que necessitou de sangue após levar um tiro. "A gente nunca sabe quem vai precisar. Já faço isso, frequentemente, há mais de 30 anos e enquanto tiver saúde vou continuar doando, porque sei que vai ser sempre muito importante para alguém, independente de ser conhecido ou não", prometeu Oliveira.
Com a campanha de vacinação contra a dengue em andamento, o Hemocentro do HU alerta aos doadores que façam a coleta antes de serem imunizados. O pedido se dá pela necessidade de a pessoa imunizada ter de ficar até quatro semanas sem poder doar. Com isso, a preocupação da direção do Hemocentro é de que o estoque reduza consideravelmente.
No que depender do arquiteto Eduardo Anderson Brugnoli, de 27 anos, isso não vai acontecer. Mesmo antes de definir se vai ou não tomar a vacina contra a dengue, ele resolveu passar pelo Hemocentro. "Ainda nem sabia disso, mas ainda bem que vim doar antes", brincou ele, antes de reforçar o pedido para que mais pessoas se conscientizem da nobreza do ato. "É muito simples, rápido, não dói, como muita gente pensa. É a maneira mais fácil de ajudar alguém que precisa", resumiu.
O também arquiteto Luiggi Bonezzi, de 29 anos, não se importa de tomar uma pequena agulhada na veia. Ele doa sangue há 10 anos e enaltece quem tem a mesma consciência. "É uma carência muito grande, a gente sempre vê as campanhas que são feitas. Quem doa não tem a noção da realidade de quem vai receber esse sangue, a diferença que vai fazer para quem precisa de verdade", afirmou.
Esposo de uma enfermeira, o empresário José Schornobay, de 36 anos, ouviu por anos a cobrança para doar até que na qurata-feira (17) ele resolveu comparecer ao Hemocentro do HU. "Na verdade sempre quis doar, mas não dava. Ela sempre falava da importância de doar, que os estoques sempre estão baixos. Agora pretendo doar sempre que der", prometeu.
E o aposentado Josafá Lira de Oliveira tem razão quando diz uma única coleta pode salvar até três pessoas. Em uma doação, são coletados cerca de 450 mililitros de sangue. Posteriormente, ele passa por um processo de separação de hemocomponentes, os chamados concentrados de hemácias, plaquetas e plasmas. Cada um deles é armazenado separadamente e precisa ser conservado em ambiente preparado para poderem aguentar o máximo de tempo possível em condições de serem utilizados. Isso facilita também o direcionamento do sangue de acordo com a necessidade do paciente.


