Para a diretora da Secretaria de Saúde, Sônia Fernandes, muitas famílias minimizam os riscos porque não veem mais pessoas com sarampo e pólio
Para a diretora da Secretaria de Saúde, Sônia Fernandes, muitas famílias minimizam os riscos porque não veem mais pessoas com sarampo e pólio | Foto: Gina Mardones


Durante a campanha nacional de vacinação contra o sarampo, de 6 a 31 de agosto, as crianças de 12 meses a cinco anos incompletos também serão imunizadas contra a poliomelite. A ação será necessária porque 392 municípios brasileiros não alcançaram cobertura de 95% de crianças vacinadas, incluindo Londrina.

Reportagem publicada pela FOLHA no dia 7 de julho alertou sobre o risco de retorno de doenças já erradicadas, como sarampo e poliomelite. Na ocasião, o jornal apurou que o Paraná fechou 2017 com uma cobertura vacinal contra a poliomielite acima de 76% e contra o sarampo de em 77,58%.

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A diretora de vigilância em saúde da Secretaria Municipal de Saúde, Sônia Fernandes, analisou que, como as famílias não veem mais pessoas com essas doenças, minimizam os riscos e não completam o esquema vacinal preconizado pelo Ministério da Saúde.

A poliomielite está erradicada do Paraná desde 1989 e, no Brasil, desde 1990. Em 1994, o País recebeu da Opas (Organização Pan-Americana da Saúde) a Certificação de Área Livre de Circulação do Poliovírus Selvagem. Por essa razão, destaca o Ministério da Saúde, é fundamental a manutenção das elevadas coberturas vacinais, acima de 95%, para evitar a reintrodução do vírus da poliomielite no País. De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), três países ainda são considerados endêmicos: Afeganistão, Paquistão e Nigéria.

O esquema de vacinação contra a poliomielite inclui cinco doses da vacina. As três primeiras - aos dois, quatro e seis meses de vida - são injetáveis. As duas últimas, de reforço, são ministradas aos 15 meses e aos quatro anos, em gotas.

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