Especial para a Folha
Com a chegada do inverno e a consequente queda da temperatura, é comum o aparecimento de um número muito maior de pessoas com dificuldades para respirar. E Curitiba, nessas horas, parece ser a ‘‘capital da rinite, da asma e da bonquite’’, fazendo os consultórios médicos ficarem lotados de gente à procura do melhor tratamento. Todas essas são doenças alérgicas, que ganham especial destaque nesta época, provocadas pelos costumes próprios do inverno, como viver em ambientes pouco arejados e a usar cobertores e casacos empoeirados.
Aproveitando esta época do ano, a Sociedade Brasileira de Alergia e Imunopatologia (SBAI) está lançando hoje, no Dia Nacional da Alergia, uma campanha, que acontece em 16 capitais do País. Com palestras e distribuição de panfletos, a idéia é esclarecer a população sobre os sintomas da alergia, as formas de tratamento, a prevenção e os cuidados higiênicos ambientais necessários para diminuir as crises alérgicas. Em Curitiba, as principais atividades acontecem na manhã de hoje, na Santa Casa de Misericórdia. Alergistas estarão atendendo a população, aplicando testes alérgicos e esclarecendo dúvidas.
Segundo o médico Maurício Martins, diretor da SBAI, a rinite alérgica é a doença respiratória crônica mais comum e afeta pelo menos 15% da população.
‘‘Além da rinite, nesta época também é comum a asma, a bronquite e mesmo problemas alérgicos cutâneos, causados pelos ácaros e bolor’’, diz, lembrando algumas dicas para evitar esses problemas: arejar o ambiente do trabalho e do quarto. Quem tem alergia deve evitar carpê, usar produtos químicos para eliminar os ácaros, tirar objetos que facilitem acúmulo de poeira (bichos de pelúcia, livros, brinquedos) e colocar no sol as roupas guardadas por muito tempo.
A asma ou bronquite asmática, por sua vez, é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, que provoca crises de falta de ar, chiado no peito e tosse, e, se não controlada pode levar à diminuição permanente da passagem do ar, com limitação física e social, e até causar a morte por ataques graves. Pesquisa feita em algumas cidades, entre elas Curitiba, com crianças e adolescentes, mostra que entre 5 a 20% têm asma. A maioria dos casos (77%) tem início antes dos 3 anos de idade, e 75% dos casos de asma estão associados a outras doenças alérgicas (rinite e dermatite).

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