No conjunto Tito Leal (Saltinho), além da poluição do Córrego Ponte Seca os moradores da Rua José Luiz de Andrade reclamam que a erosão está levando a rua aos poucos. Eles construíram uma espécie de aterro provisório, mas esperam a ação da prefeitura. O córrego fica cerca de três metros abaixo do nível da rua e muitas mães temem ainda pelo risco de queda das crianças.

A região é ainda utilizada por moradores de outras regiões do bairro como depósito de lixo. A dona de casa Maria Lúcia de Carvalho, que mora em frente ao córrego, disse que um animal morto foi jogado no local e o mau cheiro provocou um grande desconforto. Essa prática está se tornando comum. Segundo ela nem sempre é possível identificar os responsáveis pelo despejo do lixo.

O presidente do bairro, Edson Cunha, lembra ainda o Córrego Saltinho, que corta a região dos Cafezais que está também poluído por coliformes fecais. Ele conta que já enviaram reclamações até para a Promotoria do Meio Ambiente e até agora não tiveram resposta. Todos esperam pela ação do Conselho Municipal do Meio Ambiente criado durante a 1 Conferência Municipal de Meio Ambiente realizada em junho.

O presidente da AMA e também do Conselho Municipal do Meio Ambiente, Luiz Eduardo Cheida, informou que apesar de já estar formado o Conselho ainda não foi oficializado junto à Câmara de Vereadores. Na quinta-feira passada, o presidente da AMA e representantes do conselho estiveram com o prefeito Nedson Micheleti (PT) onde entregaram as diretrizes traçadas durante a Conferência. O prefeito se comprometeu em oficializar o projeto e enviá-lo para votação. (C.G.)

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