Alegria em visita de Papai Noel
Maigue Gueths
De Curitiba
Surpresas, e ao mesmo tempo com um misto de medo e curiosidade, cerca de 50 crianças internadas nas enfermarias pediátricas do Hospital de Clínicas (HC) da Univesidade Federal do Paraná (UFPR) receberam, ontem, a visita do Papai Noel. Jefferson, de 2 anos, internado há mais de seis meses com leucemia, era um dos mais assustados. Sem tirar os olhos do velhinho, ele chorou, posou para fotografia, mas não resistiu quando recebeu um pacote de balas e acabou sorrindo.
A maioria das crianças internadas tem problemas graves, como algum tipo de tumor, leucemia ou submeteram-se a cirurgias e transplantes de órgãos. Mas a reação de todas ao ver o Papai Noel é quase mágica. Por alguns instantes, elas esquecem a dor, tubos e drenos, e encantadas se concentram apenas naquele personagem. Era o caso de Clodoaldo Furtado dos Santos Junior, de 4 anos, que fez um transplante de fígado. Eu gostei dele, disse, apesar de já ter recebido a visita de outro Papai Noel na semana passada. Já Aline, de 10 anos, internada porque tem sopro e um canal aberto no coração, disse que não tinha chego tão perto de um Papai Noel. Só vi na rua e nunca tinha recebido um presente da mão dele. Apesar de ter apenas 4 meses, a pequena Gisele dos Santos de Alcântara, submetida a uma cirurgia cardíaca, também não conseguia tirar os olhos daquele homem gordo, de roupa vermelha.
A visita de ontem foi uma iniciativa da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, através do projeto Linha do Lazer. O programa faz rotineiramente atividades junto às crianças dos hospitais das Clínicas e Evangélico, além de atender asilos e centros de convivência de idosos. Mas a falta de planejamento entre as equipes da Secretaria e do HC por pouco não estraga toda a festa. É que a Secretaria não havia agendado a visita e, na hora, ninguém sabia dizer quais as crianças que podiam ou não comer balas.





