Alcyone Saliba é barrada em Londrina
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domingo, 29 de julho de 2001
Célia Guerra De Londrina 
A secretária estadual de Educação, Alcyone Saliba, foi impedida ontem, em Londrina, de encerrar o 1º Seminário de Pais de Alunos e Diretores de Escolas. O evento foi organizado pela Secretaria Estadual de Educação, em parceria com a Federação das Associações de Pais e Mestres de Londrina e Região (Ferapamelon), como parte de um programa desenvolvido desde o ano passado para discutir a importância da APM na gestão escolar.
No encerramento estava prevista a participação da secretária da Educação, Alcyone Saliba. Mas por volta das 16h30, um grupo de manifestantes liderados pela APP-Sindicato invadiu o salão do Sesc, no centro de Londrina, onde ocorria o seminário. Com tarjas pretas cobrindo a boca, faixas e apitos, os manifestantes protestaram contra as novas regras de eleição de diretores divulgada pela secretaria, no final de junho.
A secretária preferiu não enfrentar o tumulto provocado por manifestantes. Depois de quase duas horas de espera, Alcyone mandou um comunicado aos pais e diretores, que teria um outro compromisso em Curitiba e devido ao atraso na programação, viria a Londrina numa outra data.
A secretária, segundo informações de uma professora que preferiu não se identificar, desembarcou em Londrina por volta das 15h30, fez um passeio pelo Catuaí Shopping Center, localizado na zona sul, e quando chegava ao Sesc foi avisada do protesto. Os organizadores do evento tentaram, sem sucesso, um acordo com os manifestantes. Enquanto isso, Alcyone esperava, segundo uma fonte, no carro da chefe do Núcleo Regional de Educação, Sandra Amaral.
A chefe do núcleo também veio na tentativa de acalmar os ânimos e disse que a secretária estava aberta à conversa e não se importaria com os protestos, desde que não fossem protestos de baixo nível. Os presidentes de APMs e diretores que aguardavam o desenrolar da confusão animados por técnicas de relaxamento e dinâmicas de grupo, não gostaram do comunicado da secretária. A vice-presidente da Ferapamelon, Sônia Maria Anselmo, retrucou dizendo que Alcyone teria primeiro um compromisso com eles e, pela terceria vez, os deixava à sua espera.
O manifesto da APP-Sindicato foi considerado legítimo por boa parte dos diretores. Mas a forma de abordagem adotada pelo grupo provocou contradições. Concordamos com o protesto, mas eles não deveriam ter invadido um espaço de discussão, opinou a diretora da Escola Estadual Eucalipto de Londrina, Margarete Furtado.
A Ferapamelon informou que vai processar a APP, cobrando da entidade sindical as despesas da viagem de Alcyone Saliba até Londrina


