O alcoolismo entre os indígenas, violência, expropriação e percepção corpórea são os temas da mesa-redonda programada para hoje, a partir das 8 horas, pela coordenação da 1ª Oficina Macrorregional Estratégia, Prevenção e Controle das DST/AIDS (Doenças Sexualmente Transmissíveis) para as Populações Indígenas das Regiões Sul, Sudeste e Mato Grosso do Sul.
A professora Kimiye Tommasino, da Universidade Estadual de Londrina, vai falar sobre a experiência histórica dos índios do Sul do Brasil: violência e expropriação; a antropóloga Lígia Simonian sobre alcoolismo e a médica Maria da Conceição de Oliveira, sobre percepção corpórea. A mesa-redonda acontece pela manhã.
Para o período da tarde estão programados relatos de experiências da missão Caiuá, do Mato Grosso do Sul, e das prefeituras de Londrina e de Angra dos Reis (RJ). O índio guarani Domingos Venite, que atua como auxiliar de enfermagem na aldeia Sapucai Debraceú, em Angra dos Reis, informou que foram feitos testes para detecção do vírus HIV nas 82 famílias que vivem em três aldeias daquele município. ‘‘Nenhum deles acusou a presença do vírus’’, disse Domingos Venite.
Segundo ele, a proximidade com um centro urbano não representa risco para os guaranis. ‘‘É um povo tímido, que tem vergonha de conversar com as brancas e fica mais nas aldeias’’, ele define.
Domingos Venite disse que os jovens estão bem informados sobre a Aids, mas a dificuldade maior é com as mulheres, que só falam o guarani. Ele pretende levar as informações da oficina, que termina no sábado, às lideranças indígenas.
(Luka Morais)

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