Curitiba - Na rotina dos médicos do pronto-socorro do Hospital do Trabalhador, a presença de pessoas alcoolizadas e, até mesmo, sob a influência de drogas é comum. ''Já tivemos casos em que atendemos uma pessoa aqui, vítima de acidente de trânsito quando estava alcoolizada e, um mês depois, essa mesma pessoa voltar para o hospital vítima de um novo acidente'', conta o chefe do PS, Rached Hajar Traya.
Mesmo com a chamada ''lei seca'' - Lei 11.705 que alterou o Código Brasileiro de Trânsito e tornou ilegal o consumo de qualquer quantidade de bebida alcoólica por condutores de veículos - o trabalho dos médicos do PS não diminuiu. ''Depois do impacto inicial da medida, o nível de acidentes voltou ao normal'', aponta Traya.
Para o pesquisador Marcelo Piancastelli da Siqueira, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o investimento em medidas de prevenção, como a compra e utilização de bafômetros, é essencial. ''É a única forma de reduzir esse gasto absurdo que o País tem com acidentes de trânsito'', aponta.
''A polícia sabe os locais em que há maior incidência de motoristas alcoolizados. Bastava fazer a fiscalização com maior eficiência'', completa Piancastelli. Segundo Traya, no Hospital do Trabalhador são comuns também os atendimentos a viciados em crack e outras drogas ilícitas. ''A gente observa que certas drogas têm um grau de importância nos atendimentos que realizamos'', explica. (R.C.F.)

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