A direção do Albergue Noturno Raul Faria Carneiro, na Vila Nova, decide hoje qual a melhor solução para manter o atendimento da instituição. O prédio, que abriga o albergue, foi interditado anteontem pela Defesa Civil porque teve sua estrutura comprometida por rachaduras e infiltração de água.
Ontem à tarde o Conselho Municipal de Assistência Social se reuniu para decidir qual a melhor forma de auxílio para o albergue. Segundo a secretária de Ação Social, Maria Luiza Amaral Rizotti, foi proposto para a direção do albergue três soluções imediatas: procurar um lugar alternativo para o atendimento; repassar a verba para outra instituição ou repassar a infra-estrutura como camas e colchões para outro lugar.
A Comissão de Defesa Civil (Comdec), esteve ontem no prédio e apresentou o documento de interdição do alojamento. ‘‘O prédio está com um grande problema, mas as primeiras providências vão ser tomadas hoje, quando o presidente do Sindicato da Indústria e Construção (Sinduscon), Clóvis Coelho, visitar as instalações’’, conta Olívio de Camargo Júnior da Comdec. Olívio explica que o Sinduscon vai indicar algum profissional para fazer a perícia do local, apurar o que realmente aconteceu e apresentar o laudo.
Segundo a presidente do Albergue, Maria Júlia Dutra Barros, depois que for apresentado o orçamento da reforma, o albergue vai pedir ajuda para a prefeitura, o comércio e à comunidade. ‘‘Não temos verba suficiente nem para manter o alojamento, quanto mais para reformas. A verba que a Secretaria de Ação Social nos repassa é muito pequena, por isso precisamos da ajuda de todos’’, fala a presidente.
De acordo com Maria Julia, desde segunda-feira quando foi detectado o problema todos os quartos foram isolados e o atendimento interrompido. ‘‘Assim que percebemos o problema acionamos a Defesa Civil. Nós ficamos assustados e preocupados com a segurança das pessoas que nos procuram’’, explica Maria Júlia.
O Albergue Noturno Raul Faria Carneiro fica na Rua Araguaia, 589, na Vila Nova, e atende diariamente cerca de 100 pessoas. Ontem, as 14 pessoas que estavam no local foram alojadas num quarto improvisado no próprio refeitório. ‘‘Não temos como mandá-las embora, pois algumas estão fazendo tratamento médico na cidade e não têm para onde se deslocarem ’’, lamenta.
O albergue foi interditado anteontem à tarde pela Defesa Civil depois que algumas paredes começaram a rachar colocando em risco a segurança do prédio. As rachaduras chegam a seis centímetros. Uma parte da parede cedeu e foi para frente. A chuva forte dos últimos dias rompeu os encanamentos, provocou infiltrações na estrutura e causou as rachaduras.

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