Alambrado para conter os roubos e o tráfico
Exemplos de praças sem manutenção e transformadas em sinônimos da falta de segurança não faltam pela cidade. A própria Rocha Pombo, citada pelos arquitetos Zeca Repette e Marilda Marchiori é um deles. Outro é o Parque Venâncio Bernardo da Silva, na Rua Mar Del Plata, Vila Brasil (Área Central). Ao lado de um Centro de Saúde e de duas escolas, poderia ser uma boa opção de passeios, mas a aparência de desolação não atrai muitos visitantes. Pelo menos não durante o dia.
Resquícios de fogueiras feitas provavelmente com pedaços de madeira retirados do parquinho, que apresenta todos os brinquedos quebrados ou em péssimo estado de conservação deixam transparecer, porém, que à noite o local é bastante frequentado por quem não gosta de muita luz. Todas as luminárias estão com as lâmpadas quebradas.
Problemas relacionados à falta de segurança nas praças são tantos que a população é obrigada a recorrer a medidas extremas, como cercar a área. Foi o que aconteceu na única praça existente no Jardim Santa Mônica (Zona Norte), ao lado da construção da Igreja Nossa Senhora do Rosário. Segundo o vice-presidente da Associação de Moradores, Leonardo Messias, há cerca de cinco anos o terreno da praça foi doado à Mitra Diocesana, e quando foram iniciadas as obras da igreja, também intensificaram-se os problemas: a área passou a ser utilizada como esconderijo de ladrões e traficantes.
Hoje um alambrado cerca toda o local, que está ao lado de um campo de futebol, mas segundo Messias os problemas não foram resolvidos. ''Os dois bancos que ficaram do lado de fora do campo, na calçada, viraram ponto de tráfico'', afirma. (S. L.)





