Os produtores rurais consideram-se os mais prejudicados. Ao todo, serão inundados 4.851 hectares, aproximadamente 3.520 somente na margem paranaense do Rio Paranapanema aproximadamente 3.520 hectares, dos quais, 45,7% são pastagens, 19,3% são cultivo de soja e trigo, 11,7% são de arroz e 3,4% de cana-de-açúcar. A soma representa 80,1% de área agrícola. Este índice implica na perda anual de 2.250 toneladas de grãos, 10 mil toneladas/ano de cana e a redução de rebanho em aproximadamente 3 mil cabeças.
O presidente da Sociedade Rural de Itambaracá, Isidoro Maluta, explica que as áreas que vão deixar de produzir não estão sendo compensadas como deveria pelo Programa de Compensação de Perdas Agrícolas. Porém, Maluta não atribui a culpa totalmente à Cesp. ‘‘A empresa propôs um projeto de irrigação no valor de U$ 150 mil, porém, ele foi trocado pela administração por um trator de esteira no valor de U$ 50 mil. Não entendemos o porquê desta troca’’.
O prefeito de Itambaracá, Servilho Cherubin Filho (sem partido), disse que não se arrepende de ter feito a troca. ‘‘De projetos e papéis, estamos cansados. Pelo menos com o maquinário o povo trabalha’’, justificou.
Outra reclamação dos produtores é que o prefeito também pediu a troca da pavimentação asfáltica da rodovia que liga o distrito São Joaquim do Pontal ao Porto Galvão, com cerca de sete quilômetros, orçada em U$ 875 mil, pela reconstrução da ponte sobre o Rio Cinzas, que tem uma extensão de 90 metros em mão única. Esta obra é de responsabilidade do Estado e o projeto está há cerca de 20 anos na Secretaria de Transportes.
O prefeito garante que a estrada do bairro São Joaquim vai ser cascalhada e os usuários não vão sentir dificuldades em usá-la. (L.T.)

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