O Hospital Universitário (HU) de Londrina fez ontem a desinfecção da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal e Unidade de Cuidados Intermediários (UCI) da ala pediátrica, interditados em 29 de setembro por causa de um surto de contaminação bacteriana.
A desinfecção foi possível após a liberação de mais dois recém-nascidos, nas últimas 48 horas. Até o fim da tarde de ontem, a UTI Neonatal abrigava cinco crianças e a UCI, nove. A interdição foi determinada após detecção de um surto de contaminação. Apesar de possuir somente 17 vagas, as alas eram ocupadas por 22 bebês no início da semana passada.
A Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) encerrou ontem a primeira etapa dos exames de cultura dos bebês internados. De acordo com a CCIH, 12 recém-nascidos foram colonizados pela bactéria Klebsiella pneumoniae, que pode provocar pneumonia. Três já foram liberados e os outros nove, agrupados no setor de UCI. Na UTI estão cinco crianças, cuja cultura para a bactéria deu resultado negativo.
Segundo o microbiologista Emerson Danguy Cavassin, membro da CCIH, a comissão deve sugerir a manutenção da interdição dos setores até a liberação dos 14 recém-nascidos. O diretor-clínico do HU, Sinésio Moreira Júnior, afirmou que a sugestão ''deve ser acatada, ponderando a questão da urgência e emergência''. Segundo Cavassin, solução seria evitar a superlotação. Já Moreira não especificou o número de leitos considerado ideal para a institução. ''A demanda é tão grande que não se consegue dimensionar a real necessidade'', afirmou.
O Pronto Socorro Obstétrico mantém o atendimento de gestantes superiores a 36 semanas, consideradas de baixo risco. Até ontem, somente uma gestante estava na fila de espera da Central de Leitos.

mockup