Maringá A nova ala do Hospital Universitário (HU) de Maringá continua fechada, apesar de o prazo determinado pela Justiça para a sua abertura ter encerrado ontem. A Secretaria de Saúde do Estado informou, através da assessoria de imprensa, que uma comissão formada por técnicos da própria secretaria e também da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior está avaliando todos os pedidos e processos que requerem investimentos nos hospitais universitários de Maringá, Londrina e Cascavel. O objetivo, de acordo com a assessoria é levantar as prioridades e definir o que pode ser atendido a curto, médio e longo prazo.
A abertura da nova ala do HU foi solicitada pela promotora Elza Kimie Sangale, da Promotoria de Defesa da Saúde Pública de Maringá, que entrou com ação civil pública contra o Estado e a Universidade Estadual de Maringá (UEM) no início do mês passado. No processo, a promotora considera premente a abertura da nova ala que está pronta desde maio de 2001 e conta inclusive com a maioria dos equipamentos.
Elza Kimie anexou no processo recortes de jornais com matérias sobre o sofrimento de pacientes que aguardam por uma vaga na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulta e infantil através do Sistema Único de Saúde (SUS). A abertura da nova ala, conforme a promotora, deverá reduzir esta espera já que o prédio foi construído e equipado para abrigar quatro leitos de UTI adulto e seis da infantil. Com o funcionamento da nova ala, que tem 27 mil metros quadrados, o HU terá ainda condições de oferecer mais 12 leitos de enfermaria no Pronto Atendimento.
O juiz da 2 Vara Cível de Maringá, Sá Ravagnani, acatou o pedido de liminar solicitado pela promotora determinando a abertura da nova ala no prazo máximo de 30 dias. Ontem, o procurador jurídico da UEM, Celso Nascimento, afirmou que a universidade aguarda uma definição do governo do Estado. Ele disse que a UEM ainda tem prazo para recorrer da decisão judicial. ''A única contestação que será feita é para que o Judiciário obrigue o Estado a criar os cargos de trabalho para funcionamento da nova ala'', afirmou. Segundo Nascimento, a UEM tem interesse em colocar para funcionar a nova ala do HUM mas depende da criação dos cargos de trabalho e da liberação de recursos para a folha de pagamento dos novos servidores.

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