Ala de Queimados aguarda equipamentos para iniciar atendimento
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segunda-feira, 02 de outubro de 2006
Silvana Leão<br> Reportagem Local 
A tão esperada inauguração da Ala de Queimados do Hospital Universitário (HU) de Londrina foi adiada mais uma vez. Com início de funcionamento previsto para o final de setembro, a nova unidade está com as instalações totalmente prontas, mas ainda não tem todos os equipamentos necessários para funcionamento. Além disso, não saiu a nomeação dos aprovados no teste seletivo para contratação dos funcionários que vão trabalhar no local. Ao todo, o setor vai abrigar cerca de 100 profissionais, entre eles psicólogo, fisioterapeutas e assistente social.
Segundo o superintendente do hospital, Francisco Eugênio Alves de Souza, uma situação inesperada tem dificultado o processo licitatório para compra dos equipamentos. ''Em alguns casos, não apareceram fornecedores interessados, como por exemplo no caso dos focos cirúrgicos. Em outros, apareceu uma só empresa fornecedora, impossibilitando a licitação. E há ainda os casos dos equipamentos que são importados, que normalmente já são mais difíceis de ser adquiridos'', explica Souza.
Ainda de acordo com o superintendente, a maioria dos itens já foi adquirida, mas os que faltam são essenciais para o funcionamento do serviço. O encarregado da Divisão de Material do hospital, José Osmar Pereira, informou que determinados equipamentos têm poucos fabricantes, e o processo de licitação exige pelo menos três proponentes. ''E se a empresa deixar de apresentar qualquer um dos documentos exigidos já está fora do processo.''
A Ala de Queimados terá capacidade para atender 18 pacientes, adultos ou crianças. O superintendente do hospital preferiu não definir uma data específica para a inauguração da unidade, dizendo apenas que deve começar a funcionar ''até o final do ano''.
Se realmente a previsão se concretizar, o HU deve terminar 2006 com dois prédios novos. Além da Ala de Queimados, estão em fase de acabamento as novas instalações da Unidade de Internação Feminina, totalmente reequipada e modernizada. As obras tiveram início em março do ano passado, e segundo Souza permitirão um atendimento mais humanizado, de acordo com as normas da vigilância sanitária e oferecendo melhores condições de trabalho à equipe médica.
''O hospital nasceu para atender apenas uma doença (o prédio foi concebido como um sanatório de tuberculosos), por isso a estrutura da enfermaria separava apenas as mulheres dos homens e os banheiros eram coletivos. Agora cada quarto terá no máximo quatro leitos e banheiros privativos'', detalhou o médico. A capacidade será de 47 leitos. A obra custou R$ 816.800 mil e foi realizada com recursos do próprio hospital.
Assim como a Ala de Queimados, a unidade aguarda a chegada de novas camas, macas, mesas, poltronas reclináveis, cadeiras de roda, cadeiras de banho, carrinho de emergência, carrinho para curativo, geladeiras, ventiladores, suportes de soro, negatoscópio, foco auxiliar, bebedouro, balança eletrônica e biombos, entre outros itens. Com a inauguração, o setor deverá passar por verdadeira transformação. Hoje as pacientes são atendidas em quartos com seis camas, pouca ventilação, piso de ladrilhos antigos e quase nenhuma privacidade.


