AL vai votar plano de carreira para professores
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quarta-feira, 02 de abril de 1997
Da Sucursal 
Arquivo FolhaRoberto Frederico Mehry, presidente da Apiesp: iten continuam pendentesA Assembléia Legislativa deve votar até o final da próxima semana o projeto para a criação de um plano de carreira para professores e técnicos do ensino superior do Paraná. Nesta semana, deputados, professores e funcionários discutem as principais mudanças que ainda podem ser feitas no projeto.
O presidente da Associação Paranaense das Instituições de Ensino Superior Públicas do Paraná (Apiesp), Roberto Frederico Merhy, adianta que a maioria das propostas já foi negociada, mas ainda há alguns itens pendentes. Um deles é sobre o percentual de titulação. Professores e funcionários querem que este percentual não seja considerado nos casos de aplicação de redutor salarial.
O salário de alguns professores ultrapassa os R$ 2,8 mil permitidos como teto para a categoria. Professores em final de carreira têm salário superior a este valor em decorrência dos títulos, como mestre e doutor.
Queremos que o governo pague o que o professor merece ganhar, diz Merhy, que também é reitor da Universidade Estadual de Ponta Grossa. A Apiesp quer também que o percentual de titulação sobre os salários seja estendido aos funcionários.
Outra reivindicação é que o acréscimo de 55% sobre o salário dos professores com dedicação exclusiva seja mantido como regime de trabalho. Pelo projeto, esta quantia passa a ser uma gratificação.
Uma das propostas já aceitas pelos deputados é o pagamento de produtividade, no valor de R$ 165,00, para funcionários de nível superior. O plano de carreira deve beneficiar cerca de 11 mil professores e funcionários de 16 instituições do Paraná.
O deputado Eduardo Trevisan (PTB), um dos parlamentares que está negociando com a categoria, diz que a lei vai trazer melhoria salarial de 30%. O deputado não adiantou quais propostas dos professores e funcionários serão aceitas pelo governo. Estamos discutindo o assunto, afirma.


