A base governista na Assembléia Legislativa (AL) barrou ontem o requerimento assinado pelo deputado Luiz Carlos Zuk (PDT) requisitando explicações à diretoria do Departamento de Trânsito do Paraná (Detran/PR) sobre o processo de licitação para a prestação de serviços de informática, paralisado por decisão judicial.

Na sexta-feira, o juiz da 4 Vara da Fazenda Pública de Curitiba, Nilson Mizuta, concedeu liminar suspendendo a abertura dos envelopes do processo, que deveria ter acontecido na segunda-feira. O juiz ainda estuda o mérito do processo, ajuizado pelo advogado Haroldo Náter. Outra ação, encaminhada pelo Sindicato dos Empregados de Empresas de Processamento de Dados do Paraná (Sindpd), está sendo analisada pelo juiz da 1 Vara da Fazenda Pública, Orestes Dilay.

Zuk afirmou que pretende reapresentar o requerimento. ''Perdemos por apenas três votos (23 a 20) e quem foi contra não justificou nada, por isso queremos pressionar mais e apresentar novamente'', afirmou. Para ele, há muitas questões que precisam ser respondidas pelo Detran. ''Se o juiz entendeu que era preciso barrar a licitação, é porque há coisas irregulares, e queremos desmembrar tudo isso'', disse.

Os processos na Justiça Estadual acusam o Detran de favorecer uma empresa particular no processo de licitação, que prevê contrato de R$ 110,4 milhões pelo prazo de quatro anos, sendo que o valor pode ser alterado para mais 25%. De acordo com o presidente do Sindpd, Nelson Elemar Candido, a Companhia de Informática do Paraná (Celepar) tem toda a estrutura necessária para oferecer os serviços que o Detran necessita. ''Não havia necessidade de o órgão recorrer à iniciativa privada'', afirmou. Candido esteve reunido ontem com os funcionários da Celepar, que confirmaram que tinham como prestar os serviços. ''Cerca de 20% do faturamento da Celepar vem do Detran e os funcionários querem saber se isso vai continuar ou se a licitação vai acabar com essa renda'', relatou.

mockup