Nossos avós não ganharam uma só ruga se preocupando com reformas de imóveis. É que, segundo o arquiteto Osvaldo Santos Jr, as casas de algumas décadas atrás eram feitas para durar para sempre, sem necessidade de mudar banheiro, derrubar parede ou alterar a fachada. ''Eles ficavam anos e anos com o mesmo imóvel e quase nunca pensavam em reformá-lo. Não precisavam disso, porque a tônica era ter muitos cômodos pequenos e isolados'', recorda.
Já hoje em dia, quanta diferença... O banheiro tem que ter hidromassagem, ofurô, box de vidro reforçado, entre outros equipamentos. A cozinha se aproximou da sala, os quartos são mais amplos. Os equipamentos eletrônicos estão por toda a casa e precisam se harmonizar com o ambiente. Até o quintal merece um toque especial.
Santos Jr avalia que isso é bem vindo mas avisa que achar que tudo que é mais caro é melhor não é a melhor saída. O arquiteto diz que há excelentes materiais que não são, e nem tem os preços, dos ''top de linha'' e que funcionam tão bem ou melhor do que os que custam mais. ''Por isso o planejamento é fundamental'', argumenta.
Por sua vez, a engenheira civil Eliza Koyama aponta que as novidades podem ser introduzidas mas há que se ter atenção também à decoração e tentar ajustar o novo com os objetos que vão permanecer no ambiente. ''É preciso conciliar o novo como tudo aquilo que você tem em casa senão fica a parede de uma cor, o sofá de outra e a cortina de outra. Não dá nada certo'', conclui. (L.A.)

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