Ajudar de dentro de casa, nas horas vagas
Até o ano passado, os voluntários da Biblioteca Pública do Paraná, que colaboravam na confecção de livros-falados precisavam dedicar muitas horas até a gravação completa de uma obra em fita k7. Com a aquisição de uma tecnologia que permite a gravação automática a partir do texto digitalizado do livro, o trabalho do voluntário mudou bastante.
Agora, é preciso a disposição de alguém para corrigir os erros e defeitos que a versão digitalizada possa apresentar. O arquivo é passado por e-mail para o colaborador, que não tem um prazo para terminar e pode trabalhar de casa, nas horas livres. Muito mais fácil.
Segundo a chefe da dividão de coleções especiais da Biblioteca Pública, Vilma Aparecida Gural Nascimento, para participar é preciso fazer um cadastro e assistir a uma palestra. Em seguida, é feito um breve treinamento pelo chefe da seção braile, que é deficiente visual. ''Não exige experiência e não tem meta. Só é preciso trabalhar com muita atenção. Mas, em geral, os voluntários são muito dedicados'', conta.
O resultado é aproveitado por cerca de 100 deficientes visuais todos os meses. O acervo de quase 18 mil livros-falados também atende a outras 60 bibliotecas do Estado. Outra opção oferecida ao usuário da seção braile é escolher o livro que deseja conhecer. Em cerca de cinco dias ele já fica disponível para ser escutado. E apreciado. (M.R.M.)





