Ajudar comendo
Vivemos em uma época de muita dificuldade em que são múltiplos os apelos para a caridade de cada um, no sentido de ajudar a diminuir o problema dos mais carentes. Em meio a isto tudo, hoje é um dia especial em que as pessoas podem ajudar as outras comendo! É que hoje é o chamado McDia Feliz. Em um sábado, anualmente, a rede de sanduíches McDonalds apresenta a citada promoção que consiste no seguinte: todo o valor (excetuando, naturalmente, as despesas) auferido durante o McDia Feliz com a venda dos sanduíches Big Mac reverte para os Hospitais de Câncer em todo o País. Em Londrina, a renda auferida vai para o setor pediátrico do Instituto do Câncer.
Assim, neste sábado, é possível ajudar muita gente comendo sanduíches. Sem dúvida isto ajuda aos promotores, de muitas maneiras. Mas é um modo efetivamente positivo de fazer caridade e motivar as pessoas.
Pedestres
Recentemente, foram apresentados aqui comentários de leitores a respeito de acidentes de trânsito, com sérias críticas aos pedestres que, segundo eles, não respeitam a sinalização. Segundo uma reportagem publicada ontem, neste caderno, parece que isto também ocorre em Curitiba. Conforme um levantamento, quase a metade das mortes registradas no ano passado, em Curitiba, ocorreu devido a atropelamentos.
O trabalho revela que o pedestre não respeita a sinalização mas, por outro lado, há críticas quanto à própria sinalização, completando-se tudo isto com a falta de informações ao pedestre sobre o trânsito. E como, sem dúvida, a parte mais fraca nos acidentes é a pessoa humana, para cada 10 pessoas atropeladas, quatro morrem, dois ficam com lesões graves e apenas quatro se salvam. O estudo se refere a Curitiba mas pode ser ampliado a qualquer parte, diante dos fatos que se conhecem no trânsito de modo geral.
Responsabilizar o pedestre, naturalmente, é um modo simples de encarar a questão. Sem dúvida, o pedestre abusa, muitas vezes. Mas quando se somam as falhas na sinalização e os abusos dos que estão motorizados é que se tem a real equação. Só se poderá modificar este quadro através um trabalho conjunto de conscientização, de melhoria na sinalização e de mais respeito ao pedestre por parte de quem dirige.
Violência
Londrina já registrou, este ano, mais de 80 homicídios, o que significa mais de 10 assassinatos por mês. É um número elevado e assustador para uma cidade como esta. Pior é que não é apenas este índice que revela um agravamento na violência urbana. Há mais assaltos, mais furtos, um clima de muito medo e insegurança que atravessa toda a cidade, dos bairros mais centrais e, teoricamente, mais ricos, aos mais distantes e de população mais pobre. Londrina reclama e merece mais segurança em todos os setores.





