Foi durante uma crise pessoal que a fisioterapeuta Katila Juliana Lopes buscou o voluntariado. Incentivada por uma paciente, a voluntária desenvolve há seis meses atividades no Asilo São Vicente de Paulo. ''Eu estava passando por uma fase depressiva, não encontrava muito sentido na vida. Hoje eu saio daqui muito realizada, com a sensação de que fiz algo por alguém'', diz. Para ela, deparar-se com uma realidade, em muitos casos, mais problemática que a sua contribui para relativização das atribulações cotidianas. '' O choque também serve para ver que a sua vida é perfeita; os problemas se minimizam. Digo que o voluntariado é uma terapia antidepressiva'', confessa.
Sua justificativa por ter optado trabalhar com idosos partiu da facilidade em lidar com crianças: ''eu amo criança, portanto, seria fácil demais cuidar delas. Com pessoas mais velhas, eu sempre fui impaciente. Como tenho um pai idoso, é uma forma de também exercitar a tolerância''.
Katila prefere não exercer atividades relacionada ao seu trabalho. Às segundas-feiras, a fisioterapeuta auxilia no banho, na troca de roupas, na alimentação, nos passeios com cadeira de rodas e até na ''papoterapia'' no asilo. ''É fácil inventar desculpa e dizer que não tem tempo. As pessoas deveriam dispor de algumas horas por semana. Aprendi que 'tempo' é uma questão de preferência'', reflete. (L.O.)

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