Aipopec libera a passagem de caminhões
O movimento que reabriu a Estrada do Colono já descumpriu pelo menos uma de suas promessas iniciais: a de que a via seria utilizada apenas por carros de passeio e caminhonetes, como forma de amenizar os danos ambientais. Quinta-feira, a reportagem da Folha encontrou dois caminhões que utilizavam a via - um carregado com fécula de mandioca e outro com madeira.
A liberação da passagem dos caminhões que transportam a produção de mandioca da região Sudoeste para uma fecularia localizada no município de São Miguel do Iguaçu (Oeste) ocorreu a partir de maio, com o início da safra. Segundo o coordenador da Aipopec, Marcos Pagani, a medida provocou um aumento de 10% no lucro dos produtores devido à economia de combustível.
Mesmo pagando um pedágio mais caro, o caminhoneiro Érico Strake, de 40 anos, prefere utilizar a Estrada do Colono para transportar cargas de fécula de mandioca de São Miguel do Iguaçu para Santa Catarina. Aqui é melhor porque a viagem rende mais, justifica.
Para Pagani, o impacto ambiental provocado pela utilização da estrada por caminhões é insignificante com a adoção de mecanismos mitigadores, como o controle de velocidade, o fechamento à noite (entre 18h e 6h30) e a seleção das cargas que podem ser transportadas.
Segundo ele, a maior prova de que o meio ambiente está sendo respeitado é que, desde a reabertura, não foram registrados incêndios ou morte de animais. (V.D.)





