O projeto de integração do transporte metropolitano e, consequentemente, a construção de um terminal foi alvo de discussão no governo passado, mas ficou apenas no papel. A falta de assinatura de um acordo de cooperação entre prefeitos da região desacelerou o processo e não se falou mais no assunto.
Segundo Victor Hugo Dantas, coordenador da Região Metropolitana de Londrina (Comel), órgão do Governo do Estado que representa 11 municípios, a ideia é viabilizar o terminal para dar sequência à integração.
Dantas reconhece que o processo ainda está em fase embrionária, mas afirma que o governo estadual já autorizou a construção do terminal e a integração. ''A sociedade civil está organizada conosco. Estivemos em Curitiba para dar os primeiros passos. Queremos formular estudos com o Ippul, a Universidade Estadual de Londrina e arquitetos de peso da cidade, para montar um projeto e assim buscar subsídio para a execução'', afirma. O local para a construção do terminal ainda é indefinido.
De acordo com o coordenador, a construção do terminal é o caminho para a proposta de integração entre o transporte urbano municipal e o metropolitano. Com isso, a pessoa que se deslocar de uma das cidades até um bairro de Londrina pagará apenas uma passagem. ''É o modelo que Curitiba tem. Porém, esta mudança requer uma série de discussões, pois irá interferir em todas as estruturas já constituídas de preços e tarifas. É um trabalho de peso, mas que é a grande meta desse governo'', diz. (M.O.)
A assessoria da Viação Garcia e Ouro Branco, que são dirigidas pelo mesmo grupo, afirma que as empresas têm participado das reuniões com o órgão, colaborando na elaboração do projeto, mas ressalta que a definição sobre a construção do terminal metropolitano é inteiramente da Comel. A assessoria da TIL informou que a empresa não vai ser pronunciar a respeito. (M.O.)

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