O calor dos últimos dias aliado às chuvas típicas do verão formam um clima favorável para o desenvolvimento do Aedes Aegypti, o mosquito transmissor da dengue. Neste ano foram confirmados seis casos da doença em Londrina - quatro autóctones (nas zonas Norte, Leste, Sul e Área Central) e dois importados (Zona Sul e Área Rural) - e 599 casos suspeitos.
De acordo com o coordenador de Endemias da secretaria municipal de Saúde, Elson Belisário, as equipes de combate ao mosquito estão realizando ações intensivas em todas as regiões. ''Encontramos uma maior quantidade de focos no Jardim Santa Mônica (Zona Norte), que fica nas proximidades do fundo de vale do ribeirão Quati, e no Jardim Paulista (Região Central). Reforçamos o atendimento naqueles locais'', disse. As equipes de Endemias tiveram folga no feriado de Carnaval e retomaram as atividades na tarde de ontem.
O trabalho dos agentes é feito de casa em casa, com a vistoria dos quintais, e nas imediações de residências com suspeita de dengue as equipes utilizam o fumacê. ''Como temos poucos casos efetivos estamos usando só o fumacê costal nas áreas específicas com casos suspeitos e confirmados. Suspendemos o fumacê pesado, feito com os veículos, porque a equipe que faz o trabalho costal está conseguindo atender tranquilamente o município'', explicou.
Em estabelecimentos como borracharias, autódromo, ferros-velhos, cemitérios e outros locais com alto potencial de acúmulo de água, as equipes fazem vistorias a cada 15 dias e aplicam um inseticida de longa duração.
Pesquisa
Uma pesquisa da secretaria estadual de Saúde, divulgada na semana passada, apontou que a maior parte dos criadouros no Estado está no lixo. Em Londrina, a situação não é diferente, por conta disso, locais como fundos de vale e depósitos de materiais recicláveis estão recebendo atenção especial das equipes de Endemias. ''No último Levantamento de Índice Rápido Amostral (Lira) identificamos que muitos criadores ainda estão nos vasos de plantas, mas a nossa grande preocupação é o lixo porque muita gente deposita em locais irregulares''.
Apesar de contar com 29 equipes de endemias, apenas o trabalho do município não é suficiente para garantir a limpeza de toda a cidade. ''Ainda não saímos do estado de alerta. O mês de março é considerado perigoso e com a chuva a nossa preocupação aumenta'', afirmou Belisário. Ele acrescentou que esta realidade só vai começar a mudar no início de abril. ''Cada morador deve fazer a inspeção no quintal e não deixar nada com água parada'', lembrou.

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