O Departamento de Economial Rural (Deral) da Secretaria de Estado de Agricultura e Abastecimento (Seab) está acompanhando com atenção as chuvas no Paraná. Segundo o engenheiro agrônomo Otmar Hubner, do Deral, na próxima semana deve sair um levantamento completo sobre os efeitos das chuvaradas nas lavouras de todo Estado. Em Londrina, a avaliação deverá ser concluída hoje.
Por enquanto, de acordo com Hubner, o Deral não tomou conhecimento de nenhum problema maior. ''Embora constantes, não são chuvas fortes'', apontou. A situação, para ele, só começará a ser preocupante se, em fevereiro, o clima se mantiver instável. ''Em fevereiro, começa a colheita da soja e a umidade, nessa hora, prejudicial''. A coordenadora do Deral em Londrina, Rosângela Zaparoli Vieira, explica que as culturas de milho, soja, algodão e arroz estão em desenvolvimento e frutificação na região, dessa forma, as chuvas não estariam interferindo na colheita o plantio, neste momento.
De acordo com o agrônomo, de modo geral as chuvas têm sido benéficas para o feijão, milho e soja. ''A umidade favorece os fungos que fazem o controle biológico da lagarta, por exemplo''. Os dias mais frescos e umidos, porém, podem aumentar o risco da ferrugem asiática na soja. Tanto Rosângela quanto Hubner avaliam que a umidade estaria dificultando a entrada de maquinário nas lavouras impedindo as pulverizações. Todavia ''nada que não possa ser remediado'', diz Hubner.(Telma Elorza e Jacira Werle)

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