A delegada Waldete Testoni, responsável pelo inquérito que apura as mortes de Valter Fernandes e José Erico Fernandes, qua caíram do 13º andar do Edifício Tokio, no centro de Londrina, no último sábado, ainda não ouviu amigos e familiares das vítimas.
Segundo a delegada, a esposa de Valter e mãe de José Erico, Maria Aparecida Fernandes, ainda não estaria em condições de ser ouvida. ‘‘Um advogado da família me disse que ela está muito abalada e depressiva. Como, pelo que tudo indica, não existe ninguém a ser preso, não há porquê apressá-la. Ouví-la agora, não vai adiantar nada’’.
O inquérito, porém, não está parado. Segundo Waldete Testoni, ela já está elaborando uma lista de pessoas que deverão ser ouvidas, que possam refutar ou confirmar a tese de suicídio duplo. ‘‘Estou vendo quem são as pessoas que podem me esclarecer alguns pontos. Mas só posso falar se foi isto ou aquilo, depois de ouvir todos’’, disse. A delegada ainda não recebeu o laudo do Instituto de Criminalística a respeito dos objetos encontrados no local: baldes com água preta parecida com café, retalhos e um quepe militar – também retalhado – da extinta União Soviética. ‘‘Isso leva um tempinho’’, apontou.
O aposentado Valter Fernandes, 61 anos, e seu filho José Erico, 21 anos, estudante de Economia da Universidade Estadual de Londrina passaram a noite de sexta para sábado no salão de festas, localizado no 13º andar do edifício. Por volta das 6h50 do sábado, os dois caíram na calçada, na esquina da Ruas Sergipe com Rio de Janeiro. Quando a polícia chegou ao local, encontraram o salão de festas trancado por dentro, uma mesa encostada na mureta, uma sacola com retalhos e o quepe, além de dois baldes com a água preta. Maria Aparecida Fernandes estava em Apucarana na casa de parentes.

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