O vereador Jaci Aguiar (PDT) esteve na manhã de ontem na Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, mas se negou a prestar depoimento sobre seu suposto envolvimento com as 212 contratações irregulares feitas pela Companhia Municipal de Urbanização (Comurb) no início deste ano. Em inquérito civil público, o promotor Bruno Galatti investiga o envolvimento de vereadores com as indicações de pessoas para as contratações irregulares. Dos funcionários contratados pela Comurb, 44 teriam trabalhado em assessorias de gabinetes da Câmara.
Jaci Aguiar - que foi ao Fórum acompanhado por um advogado - afirmou que não tem nada a declarar sobre o caso. ‘‘Não fiz nenhuma indicação. Não tenho nada a acrescentar sobre o caso. Tudo o que sei é o que a imprensa já divulgou. Por isso, não fui à Promotoria para prestar depoimento e nem ser interrogado. Fui apenas em respeito ao promotor’’, comentou o vereador ontem à tarde.
Ele não havia comparecido para depor nas duas vezes em que foi intimado por Galatti, na última semana e anteontem. Na primeira vez, o advogado de Jaci Aguiar solicitou que ele fosse interrogado por escrito. O promotor indeferiu o pedido e o intimou novamente. Anteontem, Aguiar não compareceu à Promotoria e nem justificou a ausência.
‘‘Eu não tenho nada a declarar, até porque não há nada de formal contra mim. Só fui lá dizer que não tenho nada a falar. Fui somente para dar uma satisfação pessoal ao doutor Galatti, em respeito à lei’’, ressaltou o vereador do PDT. ‘‘Estive na Promotoria para provar que não estou fugindo, não tenho nada a esconder, não estou desrespeitando as autoridades do Judiciário.’
O promotor Bruno Galatti comentou que pode concluir o relatório do inquérito, até o final do mês, mesmo sem o depoimento de Aguiar. Ele já ouviu outros três vereadores envolvidos no caso: Célio Guergoletto (PMDB), Jorge Scaff (PDT) e Orlando Soares Proença (PDT), o ‘‘Bonilha’’. Os três admitiram que indicaram pessoas - entre parentes, amigos e cabos eleitorais - para as contratações na Comurb. O quinto vereador sob suspeita é Carlos Kita (PTB), que deverá depor na próxima semana, assim que retornar de viagem ao exterior.

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