Aguiar nega envolvimento no 'escândado do leite'
Lino Ramos Especial para a Folha
Os vereadores Jorge Scaff (PDT), Valdemir Araújo Carneiro (PMN) e Tercílio Turini (PSDB), arrolados como testemunhas do vereador Jaci Aguiar (PDT), foram ouvidos ontem pela Comissão Processante da Câmara de Londrina. Eles disseram não conhecer provas de que Aguiar participou do chamado escândalo do leite. Aguiar, que pode ter seu mandato cassado por falta de decoro parlamentar, também prestou depoimento e negou a acusação.
Aguiar, Aristeu Rodrigues Neves, José Rojas Gavilan e Fredemax Mota são acusados de tentativa de extorsão e formação de quadrilha contra as cooperativas de leite Cativa e Central Norte, de Apucarana. Eles teriam exigido R$ 80 mil para não divulgar laudos comprometendo a qualidade do leite.
Scaff foi o primeiro a ser ouvido e adiantou que votará contra a cassação do colega do Legislativo ao final do processo. As denúncias não são suficientes para a falta de decoro parlamentar, comentou. Carneiro também é da mesma opinião. Já Turini argumentou ser prudente aguardar o relatório final da comissão antes de emitir opinião.
Pelo relatório da Comissão Especial de Inquérito (CEI), formada no ano passado e que resultou na comissão processante, Aguiar teria tentado conseguir os exames de forma sigilosa. Mota, que não era funcionário do Legislativo, recebeu o laudo em 9 de abril, mas o documento só chegou à Câmara um mês depois.
Ontem, após prestar depoimento, Aguiar voltou a dizer que o escândalo é uma armação política e questionou a qualidade do leite consumido pela população. O presidente da Comissão Processante, o vereador Flávio Vedoato (PTB), pretende encerrar os trabalhos e apresentar o relatório final até a próxima quinta-feira.





