A mesa diretiva da Câmara de Londrina empossou na tarde de ontem, durante sessão especial, o vereador Jaci Aguiar (PDT), que exercerá o mandato pela quarta vez. Ele assumiu a vaga deixada pelo ex-vereador Moysés Leônidas, que tomou posse ontem em Curitiba para o primeiro mandato como deputado estadual.
O novo vereador londrinense assume a vaga sob ameaça de ter seu mandato cassado, por estar sendo acusado de envolvimento com uma tentativa de extorsão contra duas cooperativas produtoras de leite. Nos próximos dias, a mesa diretiva vai aprovar o encaminhamento para a questão, indicando ou não a formação de uma comissão processante que poderá levar à perda do mandato.
A abertura da comissão processante foi indicada por uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) que investigou, no ano passado, a denúncia de tentativa de extorsão contra três assessores parlamentares e o então vereador interino Jaci Aguiar. O relatório final da CEI, aprovado em plenário pelos vereadores, concluiu pela responsabilização dos acusados.
‘‘Vamos reunir os outros quatro membros da mesa diretiva e analisar o caso com calma, para tomarmos a decisão política correta, sem destempero, e evitarmos uma injustiça. Não podemos nos precipitar, devemos tomar todos os cuidados necessários que o caso exige’’, afirmou o presidente da Câmara, Renato Araújo (PPB). A reunião da mesa diretiva não foi realizada ontem, depois da posse de Aguiar, porque o vice-presidente Jorge Scaff (PDT) estava viajando e não compareceu à Câmara.
A reunião da mesa para a definição do encaminhamento deve ocorrer ainda durante o período de recesso da Câmara, que termina dia 17. Qualquer que seja a decisão aprovada poderá, no entanto, ser questionada pelos vereadores em plenário a partir da primeira sessão ordinária, que acontecerá no dia 18.
No discurso de posse, Jaci Aguiar reafirmou que é inocente e que a tentativa de cassação de seu mandato é uma ameaça da elite local para tentar calá-lo. ‘‘Estou absolutamente tranquilo; à disposição da Câmara e da Justiça para todos os esclarecimentos que forem necessários.’’
Na defesa de Aguiar no caso atua o advogado Antonio Carlos Vianna, que assumiu, este ano, a Procuradoria Jurídica da Câmara. Ontem, o presidente da Casa, Renato Araújo, informou que, caso o plenário opte pela instauração da comissão processante, Vianna não responderá mais pela defesa de Aguiar.

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