Águia procura empresário suspeito
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quinta-feira, 20 de agosto de 1998
ReproduçãoAdilton da Silva GonçalvesMarcos Zanatta 
O Grupo Águia e a Polícia Civil de Nossa Senhora das Graças (126 km ao norte de Maringá) estão procurando o empresário Adilton da Silva Gonçalves, acusado de matar o motorista Dionísio Rodrigues Lopes, em abril do ano passado.
Nos últimos 40 dias, quatro envolvidos no crime foram presos e acusaram Gonçalves de ser o autor do homicídio. Os quatro presos, Marcos Medeiros Carlo, Hélio Galvão, José de Lara e Isaías Marcelino Silva, também têm envolvimento com o crime, segundo o escrivão de Nossa Senhora das Graças, Aguilar Lopes.
O motorista Dionísio Lopes trabalhava para Gonçalves, que morava em Maringá e tinha um caminhão Volvo 340, ano 90, branco. Ele propôs ao motorista abrir uma conta conjunta em um banco do Recife para facilitar a manutenção do veículo, já que sempre fazia viagem para o Nordeste do País. Gonçalves retirou alguns talões de cheques e gastou em Maringá, apesar da conta ser movimentada apenas por Lopes. Revoltado, o motorista se recusava a devolver o veículo, até que foi morto em abril do ano passado.
O corpo só foi encontrado cerca de três meses depois, por cortadores de cana em uma lavoura às margens da PR-317, entre Nossa Senhora das Graças e Santo Inácio. Como as usinas queimam os canaviais para a colheita, o corpo foi quase todo carbonizado, lembra Aguilar. A identificação foi possível graças a uns folhetos religiosos encontrados no bolso da vítima.
Através de depoimentos da família e de testemunhas localizadas pelo Grupo Águia, a polícia conseguiu chegar aos autores do crime. Só falta agora localizar o Adilton Gonçalves, que foi apontado como o autor do homicídio, explica Aguilar.


